6.4.17

A "GUERRA CONTRA AS DROGAS" É UMA GUERRA SEM FIM, COM POUCOS RESULTADOS

ALCYR CAVALCANTI -


A política de segurança adotada no Brasil, em especial no Rio de Janeiro é centrada no combate ao narcotráfico, onde os confrontos tem causado muitas vítimas de ambos os lados e muito poucos resultados. Muitas mortes, muitos feridos e o comércio de venda de drogas continua a prosperar. O Brasil além de ser um grande consumidor passou a ser uma importante rota para exportação de maconha e cocaína para outros países, em especial para Europa. A cocaína ou "diabo ralado" é um destilado a partir da folha de coca, planta nativa de três países vizinhos, Colômbia, Peru e Bolívia que produzem em larga escala em zonas de plantio no altiplano dos Andes. A "hoja de coca" é usada de maneira ritual, tem propriedades curativas e possui 14 componentes, somente um deles é usado para a produção de cocaína. Os agricultores que trabalham no cultivo são organizados em sindicatos e conhecidos como "cocaleros".

A "Guerra contra as Drogas" teve seu início no governo Reagan e continua como política adotada em vários países, principalmente na Colômbia onde os Estados Unidos colocaram tropas e muito dinheiro, mesmo assim tanto o plantio quanto o consumo aumentaram significativamente. Atualmente os conflitos tem se generalizado para se ter o controle de um importante acesso para o escoamento da cocaína, a Rota do Solimões, que tem causado uma série de conflitos de sangue no Norte e Nordeste, em especial nos presídios, de onde partem as ordens dos grupos organizados chamados Comandos.

No Rio de Janeiro a situação ficou insustentável depois da entrada maciça do Primeiro Comando da Capital-PCC que fez uma aliança cooperativa com a rede criminal Amigos dos Amigos-ADA depois do rompimento com o Comando Vermelho-CV em função do controle da Rota do Solimões e do controle da fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu. Os confrontos armados para a tomada de território foram intensificados em vários bairros devido à crise atual em que se encontra o Estado em situação de falência e a consequente falta de verbas para a segurança pública deixando a população civil em completo abandono.