6.4.17

ALERTA À POLICIA FEDERAL: O PREÇO DOS REMÉDIOS É QUE MATA OS BRASILEIROS, NÃO A CARNE FRACA

EMANUEL CANCELLA -

...O Beneficio Farmácia, que fornece remédios aos petroleiros e atende a cerca de 300 mil pessoas, entre funcionários e dependentes, está parado...


Há algum tempo, deparo-me com a disparidade do preço dos remédios. Como não existe tabela, cada um cobra o que quer. É a farra da poderosa indústria farmacêutica.  Ontem vivi o absurdo dos absurdos. Fui comprar minha droga diária para hipertensão, Maleato de Enalapril, de 10 mg.

Procurei na rua que resido, Correa Dutra, no Flamengo, Rio de Janeiro, na rede de drogaria Norte Sul, quando me informaram que o preço da caixa de 30 comprimidos custa R$ 43,00. Desisti da compra. No dia seguinte, fui à Drogasmil, no mesmo bairro, e pedi o mesmo medicamento, que ali custa R$12,95.

Reclamei que na drogaria Norte sul o preço era de R$ 43,17. A balconista disse que o preço do remédio era realmente de R$ 43,17 e que, com desconto, estava me vendendo a R$ 12,95. O mais grave é que a disparidade é legal. Guardei a nota fiscal para comprovar o que escrevo.

 Para piorar a situação, a ajuda que as pessoas recebiam do governo para comprar seus medicamentos está ameaçada. Segundo o jornal Folha: “O Ministério da Saúde irá fechar as unidades 400 unidades do programa Farmácia Popular, que distribui medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto no país” (1).

Enquanto isso, Pedro Parente faz a farra dos ativos da Petrobrás, entregando o patrimônio público para os gringos. Tudo sem licitação, para quem quer e por valor subavaliado, prejudicando a empresa e o país.

já o Beneficio Farmácia, que fornece remédios aos petroleiros e atende a cerca de 300 mil pessoas, entre funcionários e dependentes, está parado, apesar de todo petroleiro pagar, por si e por cada dependente, para ter acesso a alguns remédios. Pagam mesmo aqueles que não utilizam nenhum tipo de remédio.

Segundo a Companhia, que suspendeu a distribuição de remédios nas farmácias, alegando que está buscando nova operadora do benefício no mercado, isso a mais de ano. Enquanto isso, o programa subsiste com reembolso do valor do remédio comprado pelo petroleiro. Porém, a burocracia e o pequeno número de atendentes, nos chamados postos avançados, estão levando o petroleiro a pagar o remédio e pagar o beneficio, mas por conta da dificuldade, ficar sem o reembolso.

Temos depoimento de um trabalhador da Petrobrás, da área de Tecnologia da Informação – TI, que diz que tem imensas dificuldades de preencher os requisitos na rede de informática para obter o reembolso. Se um Funcionário da TI, que trabalha nessa área, tem essa dificuldade, imagine os demais funcionários, principalmente os aposentados e pensionistas!

A carne é fraca, mas quem ameaça, de verdade, a saúde dos brasileiros é o preço dos remédios!

Fonte:

* Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, integra a coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), sendo autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”