24.4.17

AOS CONFRADES DA CHAPA VILLA-LOBOS

Por ANDRÉ MOREAU - Via blog Jornal da ABI -


Conforme é do conhecimento de todos, em função do impedimento arbitrário, imposto pelo Sr. Domingos Meirelles, fomos impedidos de concorrer à direção da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), através da Chapa Villa-Lobos, tendo na cabeça os jornalistas e escritores José Louzeiro e Mário Augusto Jakobskind, no pleito 2016/2019, optamos por ingressar com ação na justiça, visando restaurar os trabalhos da Comissão Eleitoral da ABI presidida pelo então Conselheiro Carlos Newton que a nosso pedido, atestou em detalhes, através de carta assinada, juntada ao processo em curso, a regularidade da Chapa Villa-Lobos e os absurdos praticados contra ele, na ocasião, pela atual diretoria, omissa diante das arbitrariedades cometidas pelo Sr. Domingos Meirelles.

Assim sendo, por considerarmos ilegal a atual diretoria da ABI, optamos por não concorrer no próximo dia 28 a um terço do Conselho, mantendo a posição proposta em juízo, agora acrescida das irregularidades em curso que vão da falta de prestação de contas, passando pela falta de Atas sobre mudanças no Estatuto, ao cancelamento do envio de boletos dos pagamentos de mensalidades, fatos que colocam a entidade em risco e vem manchando a história da Casa que sempre foi dos Jornalistas, não de um “dono,” para uso privado, como verificamos quando o Sr. Domingos Meirelles assinou contrato de exclusividade com a Rede Record de televisão, o que o obriga a pedir permissão, até para falar em nome da ABI.

Por isso solicitamos aos caros membros da Chapa Villa-Lobos que mantenham unidade nessa posição, contra o que consideramos uma tentativa de desmonte da ABI que fracassará, assim como fracassou em 1964.

As mais recentes:

1. Após o golpe ocorrido nas eleições 2016/2019, o Sr. Sérgio Artur Bonelli Caldieri, cabeça da chapa que dividiu a oposição na ABI, se aproximou do Sr. Domingos Meirelles, e recentemente foi nomeado diretor de cidadania da Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro, administrada pelo pastor Crivella, sobrinho do empresário Edir Macedo que empregou o atual Presidente da ABI, na Record, com contrato de exclusividade. (com informações de O Fluminense e O Globo).

2. Além de não tornar públicas as Atas do Conselho da ABI, o Sr. Ivan Cavalcanti Proença, como Presidente do dito Conselho da ABI, ex-professor de literatura, vem denegrindo a imagem da Casa, em outras entidades, como recentemente fez na Academia Carioca de Letras, ao discriminar a escritora Carolina Maria de Jesus, afirmando que a obra dela não é Literatura, levando a poetiza Elisa Lucinda, a protestar:

"Desculpe, Ivan, mas é literatura sim! Eu não gosto de música sertaneja, mas não posso dizer que não é música". Em seguida citou trechos da obra de Carolina para comprovar a sua qualidade: "Diga ao povo brasileiro que eu queria ser escritora, mas não tinha dinheiro para comprar um editor" e "Quem inventou a fome são os que comem" foram os trechos citados.

Carolina Maria de Jesus é tida como uma das maiores referências da literatura negra e periférica do país. "Ela é a mais necessária e visceral flor do lodo", escreveu, sobre Carolina, Carlos Drummond de Andrade. Quem também enxergava literatura na ex-catadora era Clarice Lispector, que foi ao lançamento de seu livro. Para Clarice, Carolina escrevia "de verdade".

No início deste mês a Unicamp anunciou que "Quarto de despejo", de Carolina Maria de Jesus, será leitura obrigatória no vestibular de 2018.

A obra da escritora Carolina Maria de Jesus, foi publicada em 25 países, ovacionada por críticos do mundo inteiro. (com informações de O Globo e do site Revista Fórum).

Atenciosamente
André Moreau (Louzeiro)
Coordenador da Chapa Villa-Lobos

* Fonte: blog Jornal da ABI