20.4.17

FRENTISTAS: PARANÁ É O PRIMEIRO ESTADO DA FEDERAÇÃO A MANIFESTAR ADESÃO TOTAL À MANIFESTAÇÃO DO DIA 28 DE ABRIL CONTRA AS REFORMAS

Via FENEPOSPETRO -

Frentistas do Paraná vão às ruas no próximo dia 28 em defesa do Brasil e contra as reformas trabalhista, previdenciária e a Lei da terceirização. Os cinco sindicatos da categoria no estado aderiram ao ato e em algumas cidades serão realizadas manifestações nos postos de combustíveis.


Para mobilizar os trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do Paraná, sobre a ameaça da perda de direitos conquistados com muita luta, os cinco Sindicatos dos Frentistas iniciaram, nesta semana, uma grande panfletagem convocando a categoria para a manifestação do dia 28 de abril, que promete parar o país. Para tentar frear o que se pode chamar de massacre contra a classe trabalhadora, as centrais sindicais e os sindicatos do Paraná se uniram e vão protestar contra as reformas.

Três dos cinco Sindicatos dos Frentistas no Paraná pretendem realizar paralisações relâmpagos nos postos de combustíveis no dia do protesto.

CURITIBA - Desde terça-feira (18), dirigentes do Sindicato dos Frentistas de Curitiba e Região distribuem nos postos de combustíveis da capital o material de convocação da paralisação do dia 28 de abril. O presidente da entidade, Lairson Sena, diz que os atos contra as reformas terão início a zero hora no bairro do Centro Cívico, onde estão localizados os principais prédios governamentais. Sena pretende fechar alguns postos de combustíveis na capital a partir das seis da manhã. Os protestos se estenderão por todo o dia.

CASCAVEL - O Sindicato dos Frentistas de Cascavel e Região inicia ontem (19), o trabalho de base contra as reformas da previdência e trabalhista. Os diretores da entidade vão distribuir nos postos a convocação unificada das Centrais Sindicais para a grande manifestação na próxima semana. Para o presidente do sindicato, Antônio Vieira Martins, o ato vai antecipar as festividades do Dia do Trabalhador. “Há muito tempo que o Dia 1º de maio deixou de ser de reflexão para virar uma celebração festiva, e os protestos do dia 28 em todo Brasil, vão resgatar essa luta”, diz Antônio.

Em Cascavel, os sindicatos vão se concentrar a partir das 10h, no centro da cidade. Antônio Vieira diz que aproveita a campanha salarial da categoria, para conscientizar os trabalhadores sobre o retrocesso que as reformas representam. O Sindicato dos Frentistas de Cascavel não vai abrir no dia 28 e está convocando os trabalhadores de postos para aderirem ao movimento.

PONTA GROSSA - O presidente do Sindicato dos Frentistas de Ponta Grossa e Região, Jacir Fermiano dos Santos, também usa a campanha salarial em andamento para chamar a atenção dos trabalhadores sobre as reformas do governo. Ele pretende realizar paralisações relâmpagos nos postos de combustíveis de Ponto Grossa no dia do ato contra as reformas. “Por causa da presença constante do patrão no ambiente de trabalho, o frentista se sente constrangido para aderir a manifestações, mas o sindicato está programando atos para o dia 28 nos postos de combustíveis da cidade”, completa.

Em Ponta Grossa, o ato contra as reformas terá início pela manhã, na área central da cidade, com concentração na Praça dos Polacos.

LONDRINA - Em Londrina, a presidente do Sindicato dos Frentistas, Vera Lucia Silva, intensificou nesta semana o trabalho de panfletagem nos postos de combustíveis. Os manifestantes vão se concentrar na região central da cidade. Segundo a sindicalista, os trabalhadores de várias categorias estão temerosos, com medo de parar. Nos postos de combustíveis a situação ainda é mais crítica, porque o frentista tem contato direto com o patrão todos os dias.

Vera Silva diz que, assim como no protesto de 15 de março, o sindicato vai fechar e todos os funcionários e dirigentes vão para as ruas lutar contra as reformas. “É preciso despertar a consciência. É melhor perder um dia de serviço que todos os direitos adquiridos, com muita luta, de uma só vez” frisa Vera Silva.

MARINGÁ - A manifestação do dia 28 de abril, em Maringá, no Paraná, será marcada por paralisações relâmpagos em postos de combustíveis da cidade. O presidente do Sindicato dos Frentistas de Maringá, Odair José, diz que a coordenação sindical trabalhista da cidade, que não é ligada a nenhuma central sindical, conseguiu a adesão dos trabalhadores de transporte urbanos para o movimento.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Fenepospetro