28.4.17

PROTESTOS EM TODO BRASIL CONTRA "REFORMAS"

ALCYR CAVALCANTI - Atualizado às 18h58 -

CENTRO DO RJ VIROU UMA PRAÇA DE GUERRA COM DIVERSOS ÔNIBUS INCENDIADOS E FORTE REPRESSÃO POLICIAL QUE DISTRIBUIU PANCADAS A QUEM PASSAVA PELAS RUAS.


No Rio de Janeiro manifestantes bloqueiam ruas e tentam invadir prédio da ALERJ em protesto contra as reformas. Índios de diversas etnias também protestam e acendem fogueiras. Sete ônibus totalmente destruídos por pessoas mascaradas, várias estações do Metrô estão fechadas. A repressão policial atingiu a todos a torto e a direito manifestantes, mascarados, pacifistas trabalhadores pessoas voltando para suas casas, foi um pandemônio.

Na Era Temer a população está dividida entre a descrença e a insatisfação. Após quase um ano de interinidade o presidente Michel Temer consegue uma proeza, mesmo dispondo da quase totalidade dos meios de comunicação em suas mãos o presidente consegue bater todos os recordes de impopularidade, sua reprovação chega a mais de 90%.

***


Na Era Temer a população está dividida entre a descrença e a insatisfação. Após quase um ano de interinidade o presidente Michel Temer consegue uma proeza, mesmo dispondo da quase totalidade dos meios de comunicação em suas mãos o presidente consegue bater todos os recordes de impopularidade, sua reprovação chega a mais de 90%.

Michel Temer veio em substituição a Dilma Rousseff que não andava muito bem das pernas, com um mau humor, uma grosseria, uma inabilidade jamais vista, avessa ao diálogo e despreparada para um país imerso em problemas. Dilma é de fato um poste, mas.....Temer consegue ser muito, mas muito pior com seus trejeitos de mão, seu discurso empolado, sua retórica vazia que nada diz e com uma diferença capital Temer tem grande desprezo pelos despossuídos, à maneira  de Justo Veríssimo quer "que o pobre se exploda".

A imagem usada foi feita nos anos 90, a luta era para manter 30 anos de trabalho e contribuição sem interrupção, agora querem que a pessoa trabalhe até morrer.

Dia 28 de abril de 2017, Greve Geral contra a série de medidas altamente impopulares decididas de cima para baixo, sem esclarecimento, sem debates, sem diálogo, sem representação popular. A greve geral é um dos últimos recursos contra governos assim, onde o parlamento pensa e decide uma coisa e a população pretende outra completamente diferente. Uma das cláusulas prevê trabalhar durante um mínimo de 49, sim quarenta e nove anos sem interrupção para uma aposentadoria integral proposta feita por quem nunca pegou no pesado. Enquanto isso parlamentares, membros do judiciário, do executivo tem benefícios de todo o tipo. O presidente Temer que deveria ter mais sensibilidade e fazer uma autocrítica, se aposentou aos 55 anos de idade e ganha muito acima do teto proposto.

O país está em uma grande encruzilhada, sem quadros políticos preparados, com uma esquerda fragmentada e enfraquecida, com a maioria dos políticos atuais que só pensam em sua própria sobrevivência para ter algum recurso para se defender quando vier algum processo de corrupção em um país onde o Caixa 1, Caixa 2, Caixa 3 eram ou são absolutamente normais. É a chamada "democracia de coalizão" "arco de alianças" ou qualquer nome que justifique a compra de votos para se perpetuar nos governos. É necessário uma reflexão profunda para sair de uma situação insustentável, pensar um pouco na população e menos em seu próprio benefício e nos mais de 200 milhões de brasileiros que de fato não aguentam mais e que apareçam alguns mais preparados e que de fato sejam autênticos representantes do povo e não um bando de mequetrefes cuja única lei é o velho ditado "Farinha pouca meu pirão primeiro". O povo está saturado e a farinha e o pirão estão no finalzinho.