2.5.17

1º DE MAIO: NENHUM DIREITO A MENOS! PRÓXIMO PASSO É OCUPAR BRASÍLIA, DIZEM CENTRAIS SINDICAIS

ILUSKA LOPES -

"A energia do povo nas praças remove montanhas, e vai remover dos palácios os traidores do povo", Eusébio Luis Pinto Neto / Fotos: Daniel Mazola.
A única saída minimamente honrosa para o usurpador Temer é a renúncia, hoje ele é o maior estorvo para o Brasil. No dia 28, seu desgoverno foi alvo da maior greve geral dos últimos 30 anos, quem disser o contrário é criminoso ou ignorante. Dois dias após a greve geral, centrais sindicais e movimentos populares realizaram atos no 1º de Maio em todo o país contra a política de retirada dos direitos.

Na Praça da Cinelândia, Rio de Janeiro, milhares de lutadores ergueram suas bandeiras contra a exploração e reafirmaram compromisso de unidade contra os ataques neoliberais do governo. Dessa vez não presenciamos nenhuma covardia desmedida das "forças de segurança", como ocorreu no dia 28 de abril, quando manifestantes que caminhavam da Assembleia Legislativa em direção a Cinelândia foram impedidos de chegar pela polícia, que os atacou com bombas de gás lacrimogêneo ainda na saída do ato. O intuito (leia-se ordem) era acabar com qualquer tipo de manifestação pela cidade, tornando a região central em uma verdadeira Praça de Guerra.

Trabalhadores lotaram a Praça no 1º de Maio
Ontem vimos performances culturais e representantes de diversas organizações sociais e sindicais se manifestando nas escadarias da Câmara dos Vereadores. Entre diversas falas, destaque para o presidente da FENEPOSPETRO e do SINPOSPETRO-RJ. Eusébio Pinto Neto afirmou: “As centrais sindicais não têm donos, são dos trabalhadores. Esse 1º de Maio de 2017 é dia de luta para tomar de volta o que nos foi tirado, por esses que agora estão no poder, e para construção de uma verdadeira democracia. O momento é de vigilância permanente (...) é preciso libertar os presos políticos pelo estado repressor, os companheiros que moram nas favelas estão morrendo nas mãos dos aparelhos desse estado. A energia do povo nas praças remove montanhas, e vai remover dos palácios os traidores do povo. Nós trabalhadores, construímos a riqueza desse país, e vamos ficar nas ruas até derrubar esse governo golpista".

No domingo, o Datafolha divulgou que 85% dos brasileiros exigem diretas-já e querem Temer longe do Palácio do Planalto. Para as forças econômicas que deram apoio ao golpe, e para conspiradores e corruptos, que pretendiam se proteger da Lava Jato, Temer não tem mais nenhuma serventia. Temer se tornou um peso até mesmo para a Globo, arquiteta do golpe, que foi também um dos alvos preferidos dos protestos ontem na Cinelândia.

Iluska Lopes entre as diretoras do Sinpospetro-RJ, Aparecida Evaristo e Angela Matos
Com nossa capacidade de organização, demos um recado contundente ao governo Temer e ao Congresso Nacional: exigimos que as propostas nefastas que tramitam em Brasília sejam retiradas. Não aceitamos perder nossos direitos previdenciários e trabalhistas”, afirmaram centrais sindicais, em manifesto conjunto que foi distribuído no 1º  de Maio. “O próximo passo será ocupar Brasília para pressionar o governo e o Congresso a reverem seus planos de ataques aos sagrados direitos da classe trabalhadora”, avisam.

Leia a íntegra do documento.

1º DE MAIO DE 2017: A GREVE DE 28 DE ABRIL CONTINUA

O dia 28 de abril de 2017 entrará para a história do povo brasileiro como o dia em que a maioria esmagadora dos trabalhadores disse NÃO à PEC 287, que destrói o direito à aposentadoria, NÃO ao PL 6787, que rasga a CLT e NÃO à lei 4302, que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa!

Sob a palavra de ordem “Em 28 de abril vamos parar o Brasil” todas as centrais sindicais e suas bases se mobilizaram, de norte a sul do país, impulsionando uma imensa paralisação das atividades e grandes manifestações de protesto. Trabalhadores dos transportes urbanos, das fábricas, comércio, da construção civil, prestadores de serviços, escolas, órgãos públicos, bancos, portos e outros setores da economia cruzaram os braços. E este ato contou com o apoio dos movimentos sociais, como a UNE, de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, com o apoio dos nossos companheiros do movimento sindical internacional, e contou também com uma enorme simpatia popular.

Com nossa capacidade de organização, demos um recado contundente ao governo Temer e ao Congresso Nacional: Exigimos que as propostas nefastas que tramitam em Brasília sejam retiradas. Não aceitamos perder nossos direitos previdenciários e trabalhistas.

Nos atos de todas as centrais sindicais pelo país neste 1º de Maio de 2017, dia do trabalhador, reafirmamos nosso compromisso de unidade para derrotar as propostas de reforma da previdência, da reforma trabalhista e da lei que permite a terceirização ilimitada.próximo passo é Ocupar Brasília para pressionar o governo e o Congresso a reverem seus planos de ataques aos sagrados direitos da classe trabalhadora. Sobre essa base, as centrais sindicais estão abertas, como sempre estiveram, ao diálogo.

Se isso não for suficiente assumimos, neste 1º de Maio, o compromisso de organizar uma reação ainda mais forte.

VIVA A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA! VIVA O 1º DE MAIO!

ABAIXO AS PROPOSTAS DE REFORMAS TRABALHISTA E DA PREVIDÊNCIA!

NENHUM DIREITO A MENOS!

Assinam os presidentes das centrais sindicais

Antônio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Wagner Freitas, da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Paulo Pereira da Silva, Paulinho, da Força Sindical
José Calixto Ramos, da Nova Central (NCST)
Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT)