31.5.17

1- FACHIN AUTORIZA PF A INTERROGAR TEMER; 2- TEMER VAI PEDIR AO STF PARA NÃO SER QUESTIONADO SOBRE CONVERSA COM JOESLEY

REDAÇÃO -


O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o interrogatório de Michel Temer no inquérito em que o presidente é investigado com base nas delações premiadas dos donos da empresa JBS.

O interrogatório poderá ser feito por escrito e respondido pelo presidente 24 horas após a entrega das perguntas pela Polícia Federal.

Nesta terça-feira (30), Fachin também decidiu separar a investigação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do inquérito de Temer, que também inclui o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Com isso, a investigação foi dividida em dois inquéritos diferentes. (via G1)

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Temer vai pedir ao STF para não ser questionado sobre conversa com Joesley

Rejeitado por 95% da população brasileira e investigado pelos crimes de corrupção, organização criminosa e obstrução da Justiça, Michel Temer lançou mão da catimba como estratégia de sobrevida política.

Prestes a ser interrogado pela Polícia Federal por decisão do ministro edson Fachin (leia mais), Temer não quer ser questionado agora sobre o conteúdo do áudio da conversa com o empresário Joesley Batista, da JBS, ocorrida na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu. O advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, alega que o áudio ainda está sendo submetido a uma perícia da Polícia Federal.

Logo depois do estouro da Operação Patmos, que prendeu uma irmã do lobista Lúcio Funaro, operador de propinas de Eduardo Cunha, e filmou seu aliado Rocha Loures com a mala dos R$ 500 mil, o presidente declarou que o áudio foi ‘manipulado, adulterado’. O áudio está sendo submetido a uma perícia no Instituto Nacional de Criminalística da PF.

“O presidente aguarda a chegada das questões (da Polícia Federal), no entanto, entende que tais questões não podem versar sobre o conteúdo da gravação até que chegue o laudo pericial”, assinala Mariz de Oliveira. “Desta forma, a defesa requereu que as questões não versem sobre a fita até a chegada do resultado da perícia.” (via 247)