22.5.17

1- FHC LIGA PARA TEMER E O ACONSELHA A “RESISTIR” E “FICAR”; 2- AÉCIO VAI AO STF PARA TENTAR RETOMAR MANDATO NO SENADO

REDAÇÃO -


Dois dias depois de recomendar a renúncia se as “alegações de defesa não forem convincentes”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) telefonou no sábado (20) para o presidente Michel Temer (PMDB). Segundo a Folha de S.Paulo, FHC lembrou de crises que enfrentou durantes seus mandatos e falou sobre o papel de um presidente de resistir a momentos de instabilidade.

O telefonema ocorreu no momento em que o PSDB discute a possibilidade de desembarcar do governo. Neste domingo (21), o partido aliado decidiu cancelar uma reunião em que discutiria a manutenção do apoio.

A cúpula do PSDB sigla deve retomar as conversas sobre o assunto na segunda-feira (22), em conjunto com representantes do DEM e do PPS, mas não deve haver uma decisão formal sobre a posição do partido.

Em mensagem publicada na quinta-feira nas redes sociais, sem citar nomes, FHC disse que os atingidos pelas delações da JBS “têm o dever de se explicar e oferecer à opinião pública suas versões”, mas que “se as alegações de defesa não forem convincentes, e não basta argumentar são necessárias evidências, os implicados terão o dever moral de facilitar a solução, ainda que com gestos de renúncia”. (…)
(via Zero Hora)

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Aécio vai ao STF para tentar retomar mandato no Senado

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal), na segunda-feira (22), um pedido para retomar seu mandato.

Na Operação Patmos, deflagrada na última quinta (18), o ministro Edson Fachin determinou o afastamento de Aécio do Senado e “de qualquer outra função pública”.

Fachin também exigiu que o parlamentar entregasse o passaporte, já que ele está proibido de sair do país.

Aécio não pode falar nem se encontrar com investigados ou réus do mesmo inquérito.

“Vamos pedir a revogação das cautelares. O passaporte, ele vai entregar. Mas o afastamento do mandato é ilegal, não há amparo na Constituição”, afirmou Alberto Toron, advogado do senador.

Fachin acatou parcialmente os pedidos apresentados pela PGR (Procuradoria-Geral da República). (…)
(via Folha)