1.5.17

1 - LUTADORES DA FIST PROMOVEM DIVERSAS AÇÕES EM DEFESA DOS INTERESSES DA CLASSE TRABALHADORA [VÍDEO]; 2 - SP: JUSTIÇA MANTÉM NA PRISÃO MILITANTES DO MTST

REDAÇÃO -



Na maior Greve Geral dos últimos 30 anos, a FIST, o SOS Emprego, e outros Movimentos Sociais pararam a mais importante avenida do Rio de Janeiro (Av. Brasil) e a Ponte mais conhecida e importante do país, Rio-Niterói. Hoje, 1º de Maio a Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST) segue na Luta e promoverá Ato às 15h no Museu do Amanhã (Centro). Após o Ato tem a festa de aniversário do coordenador André de Paula na Ocupação Moradia do Amanhã (Travessa Felipe Néri, 23), Morro da Conceição - Praça Mauá.

Confira o vídeo: 


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Justiça mantém na prisão militantes do MTST

Em nome da "ordem pública", a juíza Marcela Filus Coelho manteve na cadeia três militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, detidos em São Paulo durante protestos que marcaram a greve geral da sexta-feira 28.

Luciano Antônio Firmino, Ricardo Rodrigues dos Santos e Juracy Alves dos Santos foram indiciados por explosão, incêndio criminoso e incitação ao crime. Outros três integrantes do movimento presos no mesmo ato, a interrupção do tráfego na Radial Leste, na Grande São Paulo, durante a manhã da sexta, foram soltos.

De nada valeram os apelos de parlamentares e intelectuais que acompanharam os desdobramentos no distrito policial de Itaquera e os recursos dos advogados do MTST. Segundo a magistrada, os indiciados cometerem crimes dolosos.

A imputação de incêndio criminoso prevê uma pena de quatro anos de prisão, ressaltou Marcela Coelho em seu despacho. Os militantes são os únicos detidos durante a greve geral em todo o País a continuar atrás das grades.

Guilherme Boulos, coordenador do MTST, vê motivação política na manutenção das prisões.

A única "prova" contra os militantes, afirma, são os relatos de Polícias Militares que estavam na Radial Leste para dispersar o protesto dos trabalhadores. "É um caso gravíssimo. Temos neste momento três presos políticos", diz Boulos. Como a greve geral foi ato de um único dia e se encerrou na própria sexta, lembra o militante social, faltam razões para a juíza invocar a "ordem pública" e manter as prisões.

O indiciamento é mais uma mostra do endurecimento da Justiça e da polícia na repressão aos movimentos sociais. No ano passado, militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra foram indiciados em Goiás e no Paraná por supostamente integrarem uma "organização criminosa". Em consequência, acabaram enviados a presídios.

No início de 2017, Boulos foi detido durante um protesto do MST em São Paulo. (via CartaCapital)