10.5.17

DIRIGENTES DO SINPOSPETRO-RJ COMPÕEM NOVA DIRETORIA DA FORÇA SINDICAL DO RIO DE JANEIRO

Via SINPOSPETRO-RJ -

A nova diretoria da Força Sindical do estado do RJ foi eleita e empossada ontem (9), durante o Congresso da central. A eleição foi marcada por impasses, mas no final prevaleceu a união e o espírito democrático dos dirigentes dos sindicatos afiliados.


A união, a democracia, a liberdade de expressão e a luta contra as reformas do governo Temer marcaram o 8º Congresso da Força Sindical do estado do RJ, realizado nesta terça-feira (9), no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio de Janeiro. Mais de 150 sindicalistas participaram do evento que elegeu também a diretoria que vai administrar a segunda maior central do país, nos próximos quatro anos. Com o grito de guerra; “Central, central é Força Sindical”, Carlos Fidalgo, do Sindicato dos Metalúrgicos de Duque de Caxias, foi reeleito por unanimidade presidente da Força Sindical do Rio de Janeiro.

Ao ser empossado, Carlos Fidalgo convocou os dirigentes para uma plenária na próxima semana para debater as ações que serão adotadas pela central contra as reformas do governo. Ele afirmou que os trabalhadores vão virar o jogo porque acredita na raça e na determinação dos brasileiros.

O presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, foi eleito 1º vice-presidente da Força RJ e coordenador das secretarias regionais. Ao discursar no encerramento dos debates, Eusébio Neto, disse que a Força Sindical sai fortalecida das eleições para lutar contra as reformas do governo. Segundo Eusébio a composição unifica a luta e promove o fortalecimento da classe operária.

A diretora do sindicato, Aparecida Evaristo, foi reeleita secretária da mulher. Ela afirmou que apesar das adversidades a união prevaleceu e o movimento sindical, agora, organizado poderá lutar contra as maldades do governo.

O vice-presidente da Força Sindical Nacional, Miguel Torres, disse que o evento foi uma grande vitória para os trabalhadores, que compuseram uma chapa de união e ação. Ele afirmou que a tentativa de retirar direitos dos trabalhadores é um projeto antigo. Segundo ele, os ataques à previdência do trabalhador acontecem a cada governo. Para o vice-presidente da Força, a aprovação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados mostra a fragilidade da classe operária, já que as mudanças foram aprovadas por menos de 300 parlamentares. Miguel Torres chamou a atenção dos sindicalistas para a manobra do governo para acabar com o movimento sindical e retirar direitos.

Segundo o secretário de relações sindicais da Força Nacional, Geraldino da Silva, que organizou o pleito, com a composição da chapa única o Rio de Janeiro sai fortalecido pelo respeito mútuo e pela defesa da unidade da central. Para Geraldino, ser democrático é divergir e atuar em favor da liberdade. Ele lembrou do ex-presidente da Força Sindical do RJ Francisco Dal Prá, que morreu no início do ano passado. Durante o Congresso, os sindicalistas fizeram um minuto de silêncio em memória de Dal Prá.

A secretária da mulher da Força Sindical Nacional, Maria Auxiliadora, destacou a importância da mulher na luta por direitos e melhorias nas condições de trabalho. Ela cobrou dos sindicatos maiores espaços para as mulheres nas diretorias das entidades. Auxiliadora disse que as mulheres são as mais afetadas pelas reformas do governo Temer. Ela chamou de criminosa a proposta de retirada de direitos.

COMPOSIÇÃO

Uma reunião com os diretores da Força RJ e da Força Nacional, na manhã de ontem (9) selou o acordo na central e a união para composição da chapa que disputou o pleito. Três chapas estavam inscritas para participar das eleições do 8º Congresso. O presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, abriu mão de concorrer à presidência para priorizar as discussões com as regionais e garantir a união dos trabalhadores do estado do RJ. Ele afirmou que a Força Sindical sai engrandecida com o debate e a central fortalecida para lutar contra as reformas do governo. Segundo Eusébio a composição unifica a luta e promove o fortalecimento da classe operária. O presidente do Sindicato da Construção Civil do Rio, Carlos Antônio, recuou e atendeu ao chamamento da Força Nacional abrindo mão de disputar à presidência. Ele falou que a construção civil se une as demais categorias filiadas à Força Sindical para derrubar os projetos contra os direitos dos trabalhadores.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ