6.5.17

UPP SOCIAL NÃO VEIO, NEM A PROMETIDA PACIFICAÇÃO. ESCOLAS FECHADAS POR CAUSA DA "GUERRA DO RIO"

ALCYR CAVALCANTI -


O Rio de Janeiro vive uma situação insustentável devido principalmente aos doze anos de governos irresponsáveis de políticos do PMDB com o beneplácito de Brasília em nome de uma falsa "democracia de coalizão" que no fundo era para proteger uma quadrilha de colarinho branco que tinha a "máquina de mão "e milhões de votos sob controle.As promessas de campanha não foram cumpridas e o Estado do Rio de Janeiro está à beira da falência.  Um dos maiores fracassos do Governo Cabral e de seu amigo de fé e irmão camarada Pezão foi na política de segurança, que durante um breve período deu uma falsa impressão de tranquilidade para que os visitantes desde a época do Papa Francisco em 2013 aos Jogos Olímpicos de 2016 pudessem deixar seus dólares e euros para engordar os cofres e dar a parecer que a cidade fosse de fato maravilhosa. Mas veio a dura e triste realidade e o sonho acabou, desmoronou qual um castelo de areia ao sabor das tempestades. O dinheiro acabou em todos os setores em consequência a criminalidade cresce em progressão geométrica.

A política de segurança do Estado do Rio de Janeiro foi baseada em um único ponto, as Unidades de Policia Pacificadora-UPP criadas para estabelecer um cinturão cirúrgico segundo conceito das "Zonas Vermelhas" adaptado às favelas cariocas e à "Guerra Contra as Drogas" política baseada em conceito importado dos Estados Unidos criado durante o governo Reagan e aplicado a toda  América do Sul é uma falsa guerra que não tem dado certo, o narcotráfico tem crescido em uma verdadeira globalização. A dificuldade após um aparente sucesso foi a impossibilidade de manter uma ocupação bélica imposta a uma imensa população que anteriormente era acuada pelos "donos do morro", alguns de forma assistencialista alguns pela exclusiva força das armas. Policiais alguns despreparados, e outros corrompidos pelas enormes quantidades de dinheiro obtido pela venda de drogas a varejo ficaram perdidos em regiões desconhecidas, na qual não se adaptaram. A propalada policia de proximidade não poderia dar certo quando existem diferenças enormes de conceito em que pessoas tem diferenças muito difíceis de serem superadas. Policiais de uma maneira geral percebem que estão em terreno inimigo em que o antagonista deve ser abatido a qualquer preço, afinal a policia militar age como uma máquina de combate e não é uma força de pacificação, muito pelo contrário, é preparada não para a convivência e sim para o confronto.

Veio o "Caso Amarildo" em 2013 e começaram à vir a tona os defeitos difíceis de serem superados. Torturas, corrupção, menosprezo pelos moradores e outros vícios tornaram a convivência cada vez mais difícil entre as tropas de ocupação e os moradores das localidades que no fundo querem mesmo é pode viver em paz e trabalhar. A entrada da rede criminal criada em São Paulo o Primeiro Comando da Capital-PCC em aliança com a facção Amigos dos Amigos-ADA teve como consequência aumentar em muito os confrontos pela tomada de territórios tornando a vida de milhões de pessoas  um inferno diário, onde vias de acesso são fechadas, caminhões de abastecimento são sequestrados, escolas são fechadas e o  comércio é obrigado a cerrar as portas.   Cada grupo passou a ver o outro como um inimigo a ser abatido e o sonho acabou, a UPP Social não saiu do papel, a pacificação não veio. Ficou somente o confronto, um salve-se quem puder, onde não existem vencedores nem vencidos todos saem derrotados.