11.5.17

ESSA HISTÓRIA DO TRIPLEX ESTÁ MAL CONTADA

EMANUEL CANCELLA -

A mesma Java Jato, que agiu corretamente ao prender os corruptos da Petrobrás, na gestão do PT; agora, de forma suspeitíssima, acumplicia-se aos corruptos tucanos na empresa.


Moro conduz o foco para o interrogatório de Lula, em Curitiba, acerca de uma simples reforma em um AP, que comprovadamente não é de Lula. Enquanto isso, seu aliado, Pedro Parente, continua com a liquidação na Petrobrás, onde vende tudo sem licitação e pelo preço que determina.

Agora Parente anuncia a entrega da BR e da refinaria de Pasadena, dos EUA. Essa entrega de ativos causa ao país prejuízo de bilhões de dólares e desemprego de milhões de brasileiros.

O mínimo que se pode dizer do presidente da Petrobrás, Pedro parente, e do juiz Sergio Moro é que são aliados, alguns até diriam que são cúmplices. Sim, pois Parente já é réu em ação que versa sobre venda de ativos, pois ele já fazia isso com FHC presidente (3).

Entretanto, mesmo com esse passado que o condena, Parente transita nos negócios, no mínimo suspeitíssimos na companhia. E Moro, que diz que está investigando a Petrobrás, nada faz .O cara vendeu o campo de Carcará, do pré-sal, sem licitação e a preço de um refrigerante o barril. E Moro fingiu que nada aconteceu!

Mas com Lula Moro aceita até denúncia vazia, como a do procurador Dallagnol, que, ao vivo, na Globo, disse para todo o Brasil que Lula é o comandante máximo da corrupção na Petrobrás, mas que não tinha provas, só sua convicção.

Dallagnol e Moro, preocupados em “promover” Lula à comandante máximo da corrupção na Petrobrás, esqueceram, ou melhor, nem investigaram o governo de FHC na Petrobrás, mesmo tendo sido citado várias vezes em delação, que não vazaram, algumas até envolvendo o próprio filho (4,5).

Esqueceram também do atual presidente da Petrobrás, Pedro Parente, cujo montante de negócios espúrios é muito superior aos dos ex- diretores, Paulo Roberto, Renato Duque, etc.

Chamo de espúrios os negócios de Parente na Petrobrás, porque patrimônio público, segundo a lei, não pode ser vendido sem licitação, a preço que o titular de plantão decide e vendendo para amigos ou aliados. Aliás, a lei de licitação 8666/93, não observada por Parente, veio justamente para evitar isso.

E não digam que os petroleiros se calaram diante da gestão desastrosa de Pedro Parente, pois a omissão da Lava Jato foi denunciada formalmente ao MPF em novembro de 2016 (6).

Sobre o triplex de Lula, que ele viu, que a saudosa dona Marisa sua esposa visitou, pode até ter gostado, mas o fato é que Lula não comprou.    Maluf disse sobre o triplex que ele é três unidades de Minha Casa Minha Vida. Coisa de pobre!

Já o triplex dos Marinhos, da Globo, em Paraty, que surgiu do vazamente ilegal do triplex de Lula, ninguém fala mais nada. A mansão de Paraty foi feito no “peitaço”, contrariando leis ambientais e em nome de uma empresa laranja (1).

E por que também a Lava Jato não vai buscar informação do apartamento milionário de FHC em Paris e de sua fazenda com aeroporto declarada a Receita Federal por US$ 20 (1)?  Será que FHC não constituiu esse patrimônio com dinheiro da corrupção na Petrobrás?

Apesar de enganar a sociedade dizendo acabar com a corrupção, creio que esta história de Moro com o triplex de Lula seja por outros motivos, tais como:

1- Para tirá-lo do páreo da eleição em 2018;

2- Para tirar o foco do desmonte que Pedro Parente promove na Petrobrás, ou seja, enquanto eles brincam de justiça, Parente entrega o pré-sal e a Petrobrás;

3-) Para desviar atenção do verdadeiro comandante máximo da corrupção na Petrobrás.

Contra Lula não existe prova, só convicção. Entretanto contra FHC e Pedro Parente existem evidências gritantes, que chegariam muito facilmente às provas, caso houvesse investigação!

Fonte:

*Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, integra a coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), sendo autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro”