22.5.17

FETRHOTEL VAI ELABORAR PROJETO PARA CONTRAPOR REFORMA TRABALHISTA

Via FETRHOTEL -


Combater e contrapor as reformas do governo que afetam a vida dos trabalhadores e modernizar as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT). Estes foram os temas debatidos na manhã de sábado (20), no Seminário de Planejamento Sindical promovido pela Fetrhotel, em Peruíbe. O evento encerrou por volta das 13 horas.

Os trabalhos foram conduzidos pelo jornalista e assessor parlamentar do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) André Santos e a advogada Zilmara Alencar. Mais uma vez, a comunicação foi o tema de destaque nos debates.

Durante as falas de palestrantes e dirigentes sindicais ficou evidente que o movimento sindical requer um novo modelo de comunicação para atingir os trabalhadores e driblar a censura e a coerção dos patrões. Vídeos apresentados no evento demonstram o total desconhecimento dos trabalhadores a respeito das funções do sindicato e dos benefícios que as entidades oferecem.

A conclusão dos participantes foi de que essa falta de informação está relacionada às posturas antissindicais dos patrões e que devem ser rebatidas pelos sindicalistas, por meio do corpo-a-corpo e de uma mudança da imagem do movimento sindical. Segundo a advogada, a imagem que o trabalhador tem do sindicato é de que a entidade é prejudicial. “O trabalhador não confia no sindicato, e também que ele pode ser representando pela entidade sem ter que se expor”, afirmou.

O perfil do trabalhador traçado durante o debate foi de uma pessoa que quase não lê, está sempre acuada, é constantemente bombardeada pela mídia e nos cursos de formação profissional com notícias negativas do movimento sindical. Estas informações, que são patrocinados pelos patrões, servem para manipular a formação de opinião dos trabalhadores e colocá-los contra o movimento sindical. Conforme a advogada para combater esse comportamento é preciso buscar novos mecanismos e romper barreiras. Um deles é fomentação de informações pela Federação com o objetivo de eliminar práticas antissindicais.

A advogada também deu algumas sugestões de bandeiras de luta que podem ser incluídas na reforma Trabalhista, como a obrigação do trabalhador se dirigir ao sindicato no ato da contratação; combate a rotatividade e participação da formação e qualificação profissional com paridade em sistemas custeados com dinheiro público, como o sistema “S”. Convenção Coletiva. A advogada também falou sobre a elaboração das CCTs dentro da nova realidade do mundo do trabalho. Uma das sugestões é que sejam incluídas nas próximas CCTs, cláusulas contra a terceirização de serviços e o trabalho intermitente.

Também foram debatidos inúmeros detalhes que podem modernizar as convenções e beneficiar a vida do trabalhador.

MOBILIZAÇÃO

O evento encerrou com a palestra do jornalista sobre as mobilizações ocorridas no país nas últimas décadas, com destaque para o momento político atual. A esse respeito ele disse que é preciso continuar lutando contra as reformas da Previdência e Trabalhista, especificamente, porque elas ainda não estão descartadas e correm o risco de aprovação, mesmo em meio à turbulência política vivida no país.

ENCERRAMENTO

O evento encerrou com a participação do presidente da FETRHOTEL, Cícero Lourenço Pereira. Segundo ele, seguindo as recomendações retiradas no evento a Federação irá elaborar um projeto de comunicação para atender as necessidades das entidades e também uma proposta de emenda a Reforma Trabalhista, que deverá ser entregue aos deputados e senadores o mais breve possível.

Segundo o presidente da FETRHOTEL, a proposta é uma alternativa do setor de Turismo e Hospitalidade para contrapor o projeto do governo federal. Cícero Lourenço Pereira também afirmou que no próximo dia 24 de maio será mantida a viagem à Brasília, e também o objetivo do protesto, que é repudiar as reformas da Previdência e Trabalhista. “Não podemos perder o foco. Nossa bandeira, neste momento, é lutar contra as reformas do governo. O fato de o inimigo estar sangrando é outra coisa. Este é um momento político fundamental de luta, não podemos nos arrefecer”, concluiu o presidente.