8.5.17

REUNIÃO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA DO SINPOSPETRO-RJ DISCUTE CONJUNTURA DO PAÍS

Via SINPOSPETRO-RJ -

Diretores e funcionários do SINPOSPETRO-RJ debateram as reformas do governo que vão retirar direitos e acabar com a representação dos trabalhadores.


A reunião de gestão com diretores e funcionários do SINPOSPETRO-RJ para reestruturar os trabalhos desenvolvidos pelo sindicato, no último sábado (6), se transformou num amplo debate sobre o momento político, econômico e social que o país atravessa. O presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, afirmou que as reformas do governo em andamento no Congresso Nacional, têm por objetivo favorecer o capital, escravizar a mão de obra, acabar com a aposentadoria do trabalhador e desmontar a estrutura sindical no país. Ele disse que o país vive hoje uma revolução negativa que visa escravizar o povo brasileiro e promover a transferência de renda dos que tem pouco para uma minoria capitalista.

Para o presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, mesmo com a crise econômica instalada no país, os grandes conglomerados e as multinacionais têm conseguido aumentar seus lucros. Ele cita como exemplo o aumento do desemprego que favorece a exploração da mão de obra. Segundo Eusébio Neto, o desemprego não é ruim para o setor empresarial que precisa dessa reserva de mão de obra para ganhar o dinheiro e regulamentar o mercado. Ele disse que com o índice de desemprego alto fica difícil negociar salários e avançar nas conquistas.

Eusébio Neto afirmou que, infelizmente, o trabalhador não tem consciência política e de classe para reconhecer a importância do sindicato na garantia dos seus direitos. O presidente advertiu que com o fim do imposto sindical, o governo vai acabar com a estrutura de defesa do trabalhador, que também ficará sem representação. “Com o fim do imposto sindical acaba o conceito de categoria”.

Ele destacou que a finalidade das reformas é acabar com o padrão social do país que tem os melhores indicadores de bem-estar social na América Latina. De acordo com Eusébio, o sistema não quer melhorar as condições de vida do brasileiro, porque o trabalhador com poder de consumo se torna consciente e passa a cobrar direitos. “ O Brasil tem um Sistema Único de Saúde que atende a todos, mesmo que precariamente, sejam brasileiros ou não. Quando o brasileiro sai do país tem que fazer o seguro-saúde, porque se passar mal em terras estrangeiras não contará com atendimento médico” completou.

JURÍDICO

O assessor jurídico do SINPOSPETRO-RJ, Márcio Porto, destacou a importância de se conseguir novos associados e conscientizar o trabalhador sobre a manobra do governo para acabar com os sindicatos e os direitos conquistados ao longo de décadas. Ele disse que com a reforma trabalhista as ações jurídicas que não forem julgadas num prazo de dois anos serão extintas. Com isso o trabalhador ficará sem receber os seus direitos.

O advogado disse que a luta dos Sindicatos dos Frentistas de todo o país para incluir no anexo II da NR 9, o item que obriga as empresas a lavarem os uniformes dos empregados, vai por água abaixo com a reforma trabalhista. O projeto determina que compete ao empregado lavar o seu uniforme. Assim como a mulher grávida, que trabalha em ambiente periculoso, terá que ter um laudo médico para se afastar da função, mesmo que isso ponha em risco a gestação do bebê.

Márcio Porto criticou duramente o artigo 484 do projeto que permite a rescisão por acordo entre patrão e empregados, com o pagamento de metade do aviso-prévio, de 20% de multa do FGTS, e saque de 80% do FGTS depositado, sem o acesso ao seguro desemprego. O advogado condenou a proposta que permite demissões em massa sem o aviso prévio ao sindicato do trabalhador.

ADMINISTRAÇÃO

Ao fazer sua explanação, o gestor administrativo do SINPOSPETRO-RJ, Marcelo Bezerra, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos diretores e funcionários para o crescimento da entidade nos últimos anos. Ele informou que o número de associados no segundo semestre de 2016 aumentou cerca de 80% em comparação com os primeiros seis meses do ano passado. Ao apresentar o projeto de reestruturação do sindicato, para melhor atender ao trabalhador de posto de combustíveis e lojas de conveniência do estado do RJ, Marcelo Bezerra fez questão de frisar a relevância de cada departamento na conscientização do trabalhador. Ele ressaltou, ainda, que o trabalho de conscientização começa com a visita diária dos diretores do sindicato aos postos de combustíveis. “No SINPOSPETRO-RJ todos estão empenhados e trabalham em defesa dos direitos da categoria”.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ