10.7.17

1- ZVEITER ACEITA DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO PASSIVA CONTRA MICHEL TEMER; 2- MP JÁ NÃO TEM DÚVIDA: CESSÃO DE TORNOZELEIRA PARA ROCHA LOURES FOI ILEGAL

REDAÇÃO -


O relator Sergio Zveiter apresentou voto favorável à investigação contra Michel Temer na CCJ da Câmara.

“Não é fantasiosa a acusação. Há indícios sérios e temos de apurar”, disse.

A tendência é a de que os integrantes da CCJ peçam vista do processo, e a tramitação fique suspensa até a quarta-feira (12), quando será discutido o texto. A defesa de Temer, cada um dos 66 membros da Comissão, outros 66 suplentes e mais 40 não integrantes da CCJ terão direito a fala, numa fase que deve durar mais de 40 horas.

Com a aceitação do pedido de abertura de processo, o caso segue para o plenário da Câmara, onde são necessários 342 votos dos 513 parlamentares para que a denúncia avance para o Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode culminar no impeachment do peemedebista.

Antecipando o parecer do relator, Temer já havia se reunido no Palácio da Alvorada na noite do último domingo (9), por cinco horas, com líderes da base governista para tentar traçar estratégias para se manter a frente do Planalto. (via DCM)

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MP já não tem dúvida: cessão de tornozeleira para Rocha Loures foi ilegal

O Ministério Público de Goiás não tem mais dúvida de que a cessão de tornozeleira eletrônica para Rodrigo Rocha Loures, o “longa manus” de Michel Temer, foi ilegal.

“Nós só estamos produzindo provar para comprovar eventual ato de improbidade administrativa”, disse à Globo News, o promotor Fernando Krebs, responsável pelo inquérito civil aberto para apurar como Rodrigo Rocha Loures furou a fila da tornozeleira para conseguir a sua, já que faltam equipamentos no Estado.

Krebs também suspeita que o homem da mala não esteja sendo monitorado, já que a empresa contratada para monitorar essas tornozeleiras tem contrato para atuar apenas no território de Goiás. Rocha Loures mora no Distrito Federal.

A empresa contratada diz que monitora Rocha Loures, mas, confirmada essa informação, estaria confessando uma ilegalidade, já que ela recebe do Estado de Goiás, para trabalhar para atuar apenas no Estado de Goiás.