27.7.17

27 DE JULHO: DIA DA VITÓRIA NA COREIA SOCIALISTA!

LUCAS RUBIO -


Hoje é um importante feriado nacional para o povo coreano. Em 27 de julho se comemora o Dia da Vitória na Guerra de Libertação Nacional, pois nessa data, no ano de 1953, os Estados Unidos assinaram o armistício que pôs fim ao conflito iniciado em 1950 e que ficou conhecido no Ocidente como Guerra da Coreia. Esse ano a data comemora 64 anos.

Em 1945, o povo coreano, liderado pelo camarada KIM IL SUNG, e reunido sob a bandeira do Exército Popular Revolucionário da Coreia, libertou a Península Coreana do domínio colonialista japonês que havia durado décadas. Por conta de interesses geopolíticos e reacionários, os Estados Unidos desembarcaram na parte sul da Península e simularam uma 'libertação' do país para reivindicar parte do território coreano como sua possessão. A tragédia da divisão nacional estava formada: a Coreia, nação de 5 mil anos de História, foi cruelmente dividida em duas partes, separada ao meio, na altura do Paralelo 38. Em 1948, para manter a Revolução, foi fundada, na porção norte do território, a República Popular Democrática da Coreia, a Coreia Socialista, com o Exército Popular da Coreia organizado como força estatal regular.

Irritados com a construção do socialismo no norte e com a determinação do povo coreano de manter sua soberania, os Estados Unidos, juntamente com um Estado títere imposto no sul da Coreia, iniciaram uma série de agressões e provocações à RPDC e sua soberania nacional, violando várias vezes a fronteira do Paralelo 38 e provocando um conflito. Em 1950, os EUA iniciaram uma guerra para destruir o Estado popular e tomar toda a Coreia como parte de suas colônias do pós-guerra.

Heroicamente, o povo coreano se juntou e lutou contra a invasão ianque e a resistiu à tentativa de sua destruição. Liderados pelo General KIM IL SUNG, o artífice da libertação nacional anti-japonesa, os coreanos marcaram sua História com episódios de glória em diversas vitórias no transcurso da guerra. O conflito ficou conhecido como Guerra de Libertação Nacional porque, além de se defender da invasão ianque ao norte, os coreanos também lutavam pelo fim da ocupação política-militar norte-americana no sul e principalmente pela reunificação nacional e a construção de uma pátria única, socialista e forte.

A Guerra de Libertação Nacional foi muito custosa para o povo coreano. Foi a primeira guerra após a Segunda Guerra Mundial e os Estados Unidos utilizaram-se de táticas e estratégias assassinas e bárbaras. Diversos crimes contra a Humanidade foram cometidos pelos estadunidenses contra o povo coreano: vilarejos inteiros foram exterminados, a população civil foi brutalmente reprimida e assassinatos em massa foram cometidos, em uma mistura de racismo e loucura imperialista. Além disso, os bombardeios destruíram totalmente as cidades coreanas. Pyongyang, a capital da RPD da Coreia, foi totalmente arrasada com quantidades de bombas muito superiores às maiores batalhas da Segunda Guerra. O General norte-americano McArthur, um dos principais líderes militares dos EUA na Guerra da Coreia, diversas vezes cogitou e quase conseguiu autorização para o uso de armas nucleares contra o povo coreano. Em solidariedade à luta de libertação nacional e defesa da Revolução que o povo coreano levava adiante, a República Popular da China, recentemente formada (1949) e a União Soviética, enviaram exércitos de voluntários para auxiliar o povo coreano.

Por diversos momentos durante a Guerra, a Península esteve quase totalmente liberta e ocupada pelo próprio povo coreano, ameaçando cada vez mais as forças dos Estados Unidos, que covardemente reuniram diversos países sob a bandeira da Organização das Nações Unidas, que entraram em território coreano para defender os interesses de Washington e cometer as mesmas atrocidades que os estadunidenses. Desde o início, a ONU foi usada e manipulada para corresponder aos anseios dos EUA de dominação mundial.

Em 27 de julho de 1953, após vexatórias derrotas dos Estados Unidos e imensas perdas materiais e humanas de ambos os lados, os Estados Unidos admitiram a derrota ao declarar que não podiam levar adiante o conflito e assinaram, junto à República Popular Democrática da Coreia, o famoso Armistício, que pôs uma trégua à guerra. O armistício foi assinado pelo próprio General KIM IL SUNG, que no dia estava sorridente por ser o primeiro homem a vencer os Estados Unidos da América. Posteriormente, bravos povos, como o vietnamita, derrotariam os EUA da mesma forma.

Essa foi uma grande Vitória do povo coreano, pois a nação não só foi mantida como boa parte da força norte-americana na região foi ameaça e destruída. O mito da 'invencibilidade americana', semelhante ao mito nazista da 'superioridade e invencibilidade ariana', foi totalmente desafiado por um bravo povo, o coreano, que não aceitou ser subjugado por interesses imperialistas. Foram mais de 4 décadas sob domínio colonial do Japão e o povo coreano teve sua prova amarga do imperialismo e colonialismo. Em 1950, algo muito pior ameaçou a nação, mas foi prontamente derrotado pela força e determinação revolucionária da Coreia. Nos anos seguintes ao fim da Guerra em 1953, o povo da Coreia, liderado não só pelo Presidente KIM IL SUNG, mas também pelo Dirigente KIM JONG IL, reconstruíram a nação, transformando-a num país livre, feliz, industrializado e próspero!

Após essa dura prova de que os EUA estariam dispostos a destruir a Revolução Coreana e suas grandes conquistas, o General KIM IL SUNG iniciou e aplicou a política de valorização das armas, para ser capaz de fazer frente a qualquer ameaça. As décadas seguintes foram de grande tensão e o imperialismo estadunidense, há mais de 60 anos, tenta acabar com a soberania nacional da Coreia e, pelo mesmo período, a Coreia Socialista é a pedra no sapato dos EUA, frustrando seus planos de dominação e subjugação, avançando cada vez mais em conquistas sociais, científicas e militares, provando ser uma nação resistente e vitoriosa.

Glórias ao 27 de julho! Glórias ao povo coreano! Viva o Dia da Vitória!