2.7.17

BASTA DE TANTO ESTRAGO COM PEZÃO NO ESTADO DO RJ

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -


O governo do Estado do Rio de Janeiro hoje comandado por Luiz Fernando Pezão é realmente afronta aos cariocas e fluminenses. E por que cargas d’água este político do PMDB continua ocupando o cargo?

Ele concedeu de forma completamente ilegal isenções fiscais em 2015 que totalizam 185 bilhões de reais, segundo revela o Deputado Estadual Marcelo Freixo, do PSOL. A benesse, concedida em plena crise econômica com o apoio da bancada aliada na Assembleia Legislativa, contemplou doadores de campanha e empresas devedoras de milhões ao Estado que atrasa o pagamento de seus servidores e ainda por cima deve o 13º salário de 2016.

Trata-se, portanto, de uma pouca vergonha e ainda por cima Pezão aceita outra proposta indecorosa feita pelo governo federal que dispõe sobre a privatização da Companhia Estadual de Águas Esgoto (CEDAE), medida suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Ao mesmo tempo em que acontecem os favores aos doadores de campanhas eleitorais que teve o apoio de nada mais nada menos que do ex-governador Sérgio Cabral, na ALERJ a mesma bancada que atende pedidos indecorosos de Pezão simplesmente evita que propostas para sair da crise sem afetar os servidores sejam apreciadas. E tem mais ainda: o governador Pezão não cobra dívida de 77 bilhões que empresas devem ao Estado falido.

Uma pergunta que deveria ser respondida o mais rápido possível: tem o Governador Pezão condição de continuar no cargo? O presidente da ALERJ, Jorge Picciani, muito acostumado a jogar para a platéia, outro dia desancou contra Pezão e chegou a considerá-lo sem competência para governar o Estado do Rio de Janeiro. Mas tempos atrás, não muito atrás das duras críticas contra Pezão, tinha brecado vários pedidos de impeachment.

É preciso dar um freio o quanto antes no ainda governador Pezão, pois se ele continuar por mais tempo não se pode prever as conseqüências do estrago que acontecerá no final das contas. Trata-se, portanto, de uma emergência. E se nada for feito, quem arcará com os custos do prejuízo continuará sendo o povo da região, mais ainda os servidores públicos que têm pago um preço alto.

A antecipação do fim do governo Pezão e a convocação de eleições diretas, para o povo dar a última, é uma medida saneadora. Ou isso, ou o caos total, pois não há mais condições de continuar a atual situação de penúria, por culpa do governador Pezão e sua bancada protetora na ALERJ.

A população deste Estado do Rio de Janeiro, da mesma forma que a brasileira, não merecia dose dupla de Pezão e de Temer em âmbito federal, alias o primeiro chefe de executivo denunciado por corrupção passiva no exercício do cargo. É preciso dizer mais alguma coisa?

* Via blog Jornal da ABI. Mário Augusto Jakobskind, é Professor, Jornalista, Escritor e Coordenador de História do IDEA, Programa de TV., transmitido pela Unitevê, Canal Universitário de Niterói, Universidade Federal Fluminense (UFF).