3.7.17

POLÍCIA FEDERAL DEVE À SOCIEDADE UMA INVESTIGAÇÃO DO PÓ EM TERRAS TUCANAS

EMANUEL CANCELLA -


A mídia brasileira deu destaque à prisão do traficante Luiz Carlos da Rocha. Ótimo que a Federal tenha prendido o Cabeça Branca, um dos maiores traficantes do nosso continente (4).

Agora estamos aguardando uma investigação doméstica que envolve cocaína, em quantidade de tráfico, em terras de senadores e ministros tucanos.

Doutor Aloysio, ministro de Temer, virou vítima: Em uma semana, o delegado Antônio Mestre Júnior, o “Mestrinho”, chefe da Polícia Civil na área de São José do Rio Preto, não tinha achado os culpados, mas já tinha um inocente”. Como disse a Folha:
“O doutor Aloysio é vítima”. “Os criminosos escolheram a propriedade pela sua localização geográfica e facilidade de esconderam [sic] a droga ali” (2).
Outro ministro de Temer, Blairo Maggi, cobrou investigação que não acontece nunca: “A fazenda pertence ao Grupo Amaggi, empresa do ramo agrícola da família do ministro da Agricultura e senador licenciado, Blairo Maggi (PP-MT)...PF prende piloto de avião com cocaína, mas não esclarece de onde aeronave decolou...A Polícia Federal, no entanto, não confirma, mas também não desmente a informação. Diz apenas que "as investigações esclarecerão de onde partiu e para onde iria de fato a aeronave" (1).” Será? A dos 450 kgs da fazenda do Parrela não foi esclarecida até hoje.

O senador Zezé Perella é dono do Helicoca flagrado com 450 quilos de cocaina e destinatário da propina paga pelo dono da JBS a Aécio Neves. Nem isso faz a polícia investigar o tráfico de drogas. Em em países como a Colômbia, essa quantidade de droga é  considerada negócio de traficante. (3)

PF faz vista grossa para essas provas grotescas, entretanto essa mesma polícia tenta incriminar o ex-presidente Lula como dono do sitio em Atibaia, sem apresentar a escritura ou qualquer documento razoável. As provas contra Lula são risíveis: por ter ido 101 vezes ao local; comprar para a propriedade um pedalinho; ticket de dois pedágios em rodovia próxima; um barco sem motor e por aí vai. A escritura do sítio em Atibaia existe em nome de outra pessoa que não te nada a ver com Lula, mas isso é detalhe.

Imagine se nessa historia do sítio em Atibaia tivesse a presença de cocaína em quantidade de trafico como o registrado em terras tucanas acima?

Mas, para a polícia, o doutor Aloysio Nunes é vítima; o ministro Blagio cobra ironicamente investigação que nunca acontece, claro.

Ignorado pela PF, Aécio Neves virou marchinha eleita pelos ouvintes num concurso promovido pela rádio Inconfidência, é uma crônica bem humorada sobre o Helicoca no carnaval de 2015.Na letra de Alfredo Jackson, Joilson Cachaça e Thiago Dibeto, a marcinha fala de um baile onde deixaram o Pó Royal cair no chão, e “o pó rela no pé” e o “pé rela no pó.” Na canção, os sambistas perguntam: “Esse pó é de quem estou pensando?” Em seguida, respondem: “Ah, é sim! “Ah, é sim!”. Mas concluem: “Você sabem, eu também sei de cor. Mas não conta que vai ser melhor. (5)”

Para sacanear a sociedade, o ministro do STF Marco Aurélio de Mello disse o que pensa o STF, a polícia e a mídia sobre Aécio: “tem uma carreira política elogiável”. Eles têm essa convicção a respeito de todos os tucanos, não só de Aécio, e as provas indecorosas e mirabolantes que aparecem sobre eles são arquivadas até prescrever e o povo esquecer. Assim foi com o mensalão tucano.

Mas como esquecer dois carregamentos de 500 quilos de pó ou uma confissão de que vai matar o primo delator?

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