28.7.17

PRECISAMOS NOS LIVRAR DA PENA DE MORTE E DE GOVERNANTES PIORES QUE OS CRIMINOSOS

WILSON DE CARVALHO -


Assistindo o depoimento da esposa do sargento da PM, o 91º assassinado só neste ano, não consegui conter algumas lágrimas. Ela perguntava ao próprio Secretário de Segurança, durante o enterro do marido, mostrado pela TV, por que não se tomava uma providência? E esse governador que que não está aí para nada? Meu marido foi executado apenas por ser policial e sem ter recebido o 13º. Até quando? Perguntou chorando. Ao lado, o secretário repetia as desculpas e promessas habituais. Sabemos que não tem o mínimo apoio, mas por que não entrega o cargo, conforme fez o Beltrame?

Na mesma matéria, o ministro da Defesa também repetiu o de sempre, antes de mandar soldados da Guarda Nacional que nada resolvem. E como resposta à chegada do “plano para barrar o terror no Rio, repetiu: “nos próximos dias.” Enfim, por que o governador não pede para sair ou a própria Justiça não o afasta, considerando que a ALERJ, contaminada por deputados cabralinos, nada faz? Dizem que há o medo de todos os poderes constituídos de uma delação do Pezão. E por que o presidente Temer não se sensibiliza com o pavor que tomou conta dos cariocas e as mortes em hospitais-matadouros e nas ruas da cidade, onde a pena de morte já foi instalada, há muito tempo? Por quê? Política? Afinal, só não chamaram o prefeito Marcelo Crivella para a reunião em Brasília, exatamente quem deu o “grito” para um basta no terror e a partir daí o encontro na cidade símbolo da corrupção. O prefeito, se não é responsável direto pela segurança, e deveria, conforme ocorre nos EUA, por exemplo, pode ajudar e muito. A começar por um reforço de verba para iluminar melhor a cidade, equipar e até aumentar o contingente da Guarda Municipal para uma ação preventiva, enfim, por várias formas. Com certeza, a presença do prefeito em Brasília, não seria bom. Politicamente, é óbvio. De acordo com a prática que afundou o país em todos os níveis e setores. Mas afinal, por que não se faz nada. Simples: porque não há reação alguma, só lamentos, choros e apelos da sociedade. Diários e há décadas. Além de uma grande mídia incompetente ou comprometida e, por isso mesmo, limitada a funcionar como boletim informativo. Há décadas. Sem tomar uma atitude que ajude a sociedade, sua obrigação moral desde que foi criada.

Nos meus oito anos de O Dia, onde também fui colunista, dependendo da manchete, poderia cair até um governador. E as organizações internacionais, não poderiam ajudar? A OEA, por exemplo? Em última análise, estamos no meto sem cachorro. Para não dizer outra coisa...