21.8.17

1- AFASTAMENTO DE GESTANTE DAS ATIVIDADES COM RADIAÇÃO CONTINUA OBRIGATÓRIO MESMO APÓS A REFORMA TRABALHISTA; 2- PELA SAÚDE DO PAÍS, MULHERES ENCERRAM CONFERÊNCIA E PROMETEM LUTA A FAVOR DO SUS

REDAÇÃO -


A Reforma Trabalhista abriu a possibilidade para que mulheres grávidas possam trabalhar em local com insalubridade mínima e media, mediante atestado médico. Entretanto, continua proibido o exercício profissional de gestantes em atividades com grau de insalubridade máximo. Esse é o caso das Técnicas e Tecnólogas em Radiologia, que continuam a ter direito ao afastamento imediato das atividades com radiação ionizante, tão logo seja confirmada a gravidez.

Lei n.º 13.467/17, que institui a Reforma Trabalhista, diz assim:
Art. 394-A. Sem prejuízo de sua remuneração, nesta incluído o valor do adicional de insalubridade, a empregada deverá ser afastada de:
I – atividades consideradas insalubres em grau máximo, enquanto durar a gestação;
II – atividades consideradas insalubres em grau médio ou mínimo, quando apresentar atestado de saúde, emitido por médico de confiança da mulher, que recomende o afastamento durante a gestação;
III – atividades consideradas insalubres em qualquer grau, quando apresentar atestado de saúde, emitido por médico de confiança da mulher, que recomende o afastamento durante a lactação.
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER), Manoel Benedito Viana Santos, o afastamento das fontes radioativas é indiscutível, principalmente, nos três primeiros meses de gravidez. “Quanto menor a massa do corpo, maior é a penetração dos raios X. Portanto, enquanto o bebê está em processo de formação na barriga da mãe, deve ficar totalmente protegido, pois a exposição radioativa pode causar alteração do material genético e uma sequência de acontecimentos imprevisíveis, podendo causar até a interrupção da gravidez”, esclarece. (via blog RadiologiaRJ)

Leia a íntegra da matéria em RadiologiaRJ

***
Pela saúde do país, mulheres encerram conferência e prometem luta a favor do SUS

Depois de quatro dias de intensos debates, 1.800 pessoas finalizaram, neste domingo (20), a 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, em Brasília. Organizada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), a conferência ocorreu entre os dias 17 e 20, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

“Foi uma grande confrência, debatemos todas as questões sobre a vida nacional e que afetam direta ou indiretamente a saúde da população”, diz Elgiane Lago, secretária da Saúde da central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Ela informa algumas das propostas da conferência a serem encaminhadas. "Reestruturar as saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, levando em consideração as espeficidades femininas, acentuando a necessidde do combazte à violência é uma delas", diz.

Outra bandeira importante para a secretária de Saúde da CTB, é a proposta de garantir a interrupção da gestação em caso de estupro, anencefalia e quando há riscos de morte para a mãe, como a legislação permite. Além de implantar uma rede de apoio para as vítimas de violência e risco de morte. (via CTB)

Leia a íntegra da matéria no site da CTB