12.8.17

1- CHINA VAI RESPONDER SE EUA ATACAREM COREIA DO NORTE, MAS NÃO SE ACONTECER O OPOSTO. XI JINPING CONVERSOU POR TELEFONE COM TRUMP NESTE SÁBADO; 2- MINISTRO DA DEFESA VENEZUELANO DIZ QUE AMEAÇA MILITAR DE TRUMP É 'LOUCURA'

REDAÇÃO -

Editorial de jornal estatal chinês deixa alerta: Pequim deve reagir se EUA atacarem primeiro, mas só nesse caso.

Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping.
A China lançou um alerta aos Estados Unidos e à Coreia do Norte através de um editorial de um popular jornal chinês: vai ser neutra se a Coreia do Norte lançar primeiro um ataque contra os Estados Unidos, mas irá reagir firmemente no caso de os EUA e a Coreia do Sul "realizarem ataques e tentarem derrubar o regime norte-coreano".

O editorial é do jornal estatal Global Times, escrito em inglês e com uma elevada circulação, mas que nem sempre representa as políticas do governo de Pequim, afirma a Reuters.

"A China deve deixar claro que se a Coreia do Norte lançar mísseis que ameacem o solo dos Estados Unidos e os Estados Unidos retaliarem, a China vai ser neutra. Se os Estados Unidos e a Coreia do Norte realizarem ataques e tentarem derrubar o regime norte-coreano e mudar o padrão polícia da Península da Coreia, a China vai impedi-los", dizia a publicação do Estado chinês.

"A China opõe-se à proliferação nuclear e à guerra na Península da Coreia", continuou o jornal, acrescentado que o país "não vai encorajar nenhum lado a alimentar o conflito militar" e vai "opor-se firmemente" a qualquer lado que tente mudar o status quo de áreas onde há interesses chineses.

O editorial, com o título Jogo irresponsável sobre a Península da Coreia traz risco de uma guerra real, surge depois da contínua escalada de tensão entre Washington e Pyongyang, com os líderes dos dois regimes a trocarem ameaças publicamente.

Trump disse esta terça-feira que a Coreia de Norte iria enfrentar "fogo e fúria como o mundo nunca antes viu" e acrescentou dias depois que esta nação deve ficar "muito, muito nervosa". A Coreia do Norte afirmou que Donald Trump é "desprovido de razão", que só funciona com a força e ameaçou atacar a base militar dos Estados Unidos em Guam, no Pacífico.

A China é o maior aliado da Coreia do Norte e tem pedido moderação aos dois lados. "Apelamos a todas as partes para mostrarem prudência nas suas palavras e ações e a fazerem mais para atenuar as tensões", declarou Geng Shuang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, num comunicado, esta sexta-feira.

A China, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, aprovou no sábado uma sétima série de sanções económicas internacionais contra a Coreia do Norte, em resposta aos disparos do país de mísseis intercontinentais, que têm a capacidade de transportar armas atómicas. Mas Pequim defende uma solução do dossiê norte-coreano "através do diálogo".

O país propôs várias vezes uma dupla "moratória": a paragem simultânea dos ensaios nucleares e balísticos de Pyongyang e dos exercícios militares conjuntos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. (via DN)

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Ministro da Defesa venezuelano diz que ameaça militar de Trump é 'loucura'

"Eu digo que isto é um ato de loucura, de supremo extremismo. Há uma elite extremista no governo dos EUA, sobre a qual eu realmente não sei o que está acontecendo. O que vai a acontecer no mundo, se eles vão acabar com a humanidade, com o planeta Terra e todos os seus recursos?", disse o ministro.

Durante uma entrevista por telefone à emissora estatal VTV, Padrino López disse preferir que a diplomacia venezuelana tome uma posição pelo governo, e acrescentou que, "como um soldado", estará ao lado das forças armadas "na primeira fileira, defendendo os interesses e a soberania" da Venezuela.

"Eu digo que isto é um ato de loucura, de supremo extremismo. Há uma elite extremista no governo dos EUA, sobre a qual eu realmente não sei o que está acontecendo. O que vai a acontecer no mundo, se eles vão acabar com a humanidade, com o planeta Terra e todos os seus recursos?", disse o ministro.

Durante uma entrevista por telefone à emissora estatal VTV, Padrino López disse preferir que a diplomacia venezuelana tome uma posição pelo governo, e acrescentou que, "como um soldado", estará ao lado das forças armadas "na primeira fileira, defendendo os interesses e a soberania" da Venezuela.

O ministro de Comunicações venezuelano, Ernesto Villegas, informou pouco depois que o governo de Nicolás Maduro notificou o corpo diplomático acreditado em Caracas para tratar deste assunto neste sábado (12/08), "quando será divulgado um comunicado sobre a ameaça imperialista contra a Venezuela".

"Temos muitas opções para a Venezuela, inclusive uma possível ação militar se for necessário", disse Trump em seu clube de golfe de Bedminster (Nova Jersey), onde está passando suas férias, após reunir-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson; a embaixadora na ONU, Nikki Haley, e seu conselheiro de segurança nacional, H.R. McMaster.

"Não vou descartar uma ação militar (...). A opção militar é algo que, certamente, podemos buscar", enfatizou o presidente americano aos jornalistas.

"Temos tropas no mundo todo, em lugares muito distantes. A Venezuela não é muito longe. E as pessoas estão sofrendo e morrendo", acrescentou Trump. (via Opera Mundi)