11.8.17

1- PROPAGANDISTAS DO BRASIL DELIBERAM PELO FORTALECIMENTO DA UNIDADE DA CATEGORIA; 2- ECONOMISTA DO DIEESE REVELA ALTA ROTATIVIDADE NA CATEGORIA DOS PROPAGANDISTAS

REDAÇÃO -

Alexsandro Diniz, presidente da FEPROP (Federação dos Propagandistas e Vendedores de Produtos Farmacêuticos do Estado do Rio de Janeiro).
No início da noite de ontem (10), os Propagandistas do Brasil, reunidos no Enprovend (Encontro Nacional dos Propagandistas Vendedores), na colônia de férias do Sindicato dos Borracheiros de SP, em Praia Grande, deliberaram em assembleia pelo fortalecimento da unidade da categoria no processo, fim dos desmembramentos que vem ocorrendo de forma irresponsável, comprometendo o fortalecimento da organização do setor.

“A CNTQ não medirá esforços para que esses objetivos sejam alcançados, além da busca de um processo de negociação em nível nacional”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico e Sindiquímicos Guarulhos, Antonio Silvan Oliveira.

A decisão foi apoiada pelos presidentes da Feprop (Federação dos Propagandistas e Vendedores de Produtos Farmacêuticos do Est. do Rio de Janeiro), Alexsandro Diniz; o presidente da Feprovenone (Federação dos Sindicatos de Propagandistas, Propagandistas-Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos do Norte/Nordeste), Fernando Oliveira, e o presidente da FIP (Federação Interestadual dos Propagandistas), Luis Marcelo Ferreira. Todas entidades de grande representatividade na categoria. Foi anunciada neste evento, também, que o Rio Grande do Sul em breve terá uma federação neste segmento. (Por Luís Alberto Alves - via Comunicação CNTQ)

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Economista do Dieese revela alta rotatividade na categoria dos propagandistas

O economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Daniel Ferrer revelou durante o Enprovend (Encontro Nacional dos Propagandistas e Vendedores de Produtos Farmacêuticos), que acontece de 9 a 11 de agosto, na colônia de férias do Sindicato dos Borracheiros de São Paulo, em Praia Grande (SP), a exemplo do que ocorre com outras categorias, que os propagandistas sofrem com a alta rotatividade da mão de obra. O tempo de emprego dos profissionais deste segmento girou em torno de três anos em 2015. No primeiro semestre de 2017, 1.800 foram demitidos e contratados 1.700 para ganhar menos. Confira no link.

“Eles atuam em diversas regiões do país, mas curiosamente na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), o registro deste funcionário não é nestes locais, mas na base onde está a empresa. Por exemplo: o trabalhador exerce a função em Sergipe para determinado laboratório, cuja matriz fica em SP; então, neste documento, ele figura como se trabalhasse em São Paulo, quando deveria ser o contrário. É fácil descobrir isto, pois a RAIS revela o município de prestação de serviço do empregado”, disse.

Segundo Daniel, quando se analisa o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e a RAIS, é possível descobrir que o propagandista é uma categoria diferenciada, apesar de grande parte das empresas não contabilizarem nos documentos específicos essa particularidade.

“A escolaridade é elevada, com remuneração média de R$ 10.049,00; a idade varia de 30 a 39 anos, 60% são do sexo masculino; a escolaridade inicial é Ensino Médio completo e a grande concentração do setor é funcionário com Ensino Superior. Dos 13 mil trabalhadores desta categoria, 9.015 têm formação universitária. Infelizmente, o tempo de emprego do propagandista em 2015 foi de três anos”, finalizou. (Por Rose Maria, Assessoria de Imprensa da Força RJ / Fonte: CNTQ)