20.8.17

JUÍZES, GILMAR MENDES E SERGIO MORO: SUSPEITÍSSIMOS !

EMANUEL CANCELLA -

Como dizia Stanislaw Ponte Preta: “Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”


Achei estranho a lava Jato pedir suspeição do ministro Gilmar Mendes nos processos do Jacob Barata Filho, o “Rei dos ônibus” (10).

Não é que Gilmar não seja suspeito, eu achava que no dicionário do juridiques da Lava Jato não existisse a figura da suspeição de juiz. Gilmar sendo padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho é suspeitíssimo (1).

Isso por que denuncias de suspeição de Moro, questionando sua chefia na Lava Jato tem a rodo na mídia. Eu, inclusive chequei a escrever um livro.

A mulher de Sergio Moro, Rosangela Moro, trabalha para multinacionais de petróleo e para o PSDB (2). Aí fica complicado para Moro ficar na chefia da Operação que investiga a Petrobrás e sua mulher trabalhando para as principais concorrentes da Petrobrás. Para complicar ainda mais a esposa trabalha para o PSDB partido que quando governou o Brasil tentou privatizar a Petrobrás.

Reforça a suspeição de Moro o fato da Lava Jato nunca ter investigado a gestão do tucano FHC, na Petrobrás, apesar das inúmeras denuncias e em muitas delas envolvendo o próprio filho de FHC (3,4).

E fica mais grave a suspeição em relação aos tucanos, quando a Lava Jato de omite de forma criminosa de investigar a gestão do também tucano, Pedro lalau Parente. Mesmo com denuncia formalizada ao MPF em novembro de 2016.

O MPF ao invés de mandar a lava Jato investigar a gestão de Lalau, a pedido do próprio Moro, em dezembro do mesmo ano, intimou o autor da denuncia por possível crime contra a honra do funcionário público, no caso o juiz Moro (8,9).

Lalau, é réu em ação proposta por petroleiro quando ministro de FHC e membro do Conselho de Administração da Petrobrás (7). E Lalau volta a Petrobrás, não foi para resgatar sua reputação, foi para espoliar a Petrobrás, vendendo sem licitação ativos valiosíssimos da companhia, para quem escolhe e pelo preço que ele mesmo determina.

Foi assim, entre outros, com o campo de Carcará do pré-sal ao valor de um refrigerante o barril de petróleo.  No mesmo modelo de “venda” negociou a Petroquímica de Suape pelo valor de 5 dias de faturamento (5,6).

Como dizia Stanislaw Ponte Preta: “Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”

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