24.9.17

1- CHICO ALENCAR IRONIZA TEMER APÓS ENVIO DE FORÇAS ARMADAS AO RIO DE JANEIRO; 2- JANOT PEDIU A TEMER INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL SOBRE O ENTÃO MINISTRO JOSÉ SERRA

REDAÇÃO -


O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) ironizou Michel Temer, neste sábado (23), acusado de ser "chefe da quadrilha" do PMDB, conforme consta na denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o peemedebista.

"Triste ironia: acusado de liderar organização criminosa, Temer autoriza o uso de forças para combater organizações criminosas", afirmou o parlamentar. Seu relato foi publicado na coluna Painel, da Folha.

O entendimento do Supremo contraria pedido feito pela defesa de Temer, que pretendia suspender o envio da denúncia para esperar o término do procedimento investigatório, iniciado pela PGR, para apurar ilegalidades no acordo de delação da JBS, além da avaliação de que as acusações se referem a um período em que o presidente não estava no cargo, fato que poderia suspender o envio.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou, por meio do Twitter, que 950 homens das Forças Armadas e dez blindados participarão do cerco a criminosos na Rocinha, no Rio de Janeiro, nesta tarde. Mais cedo, Jungmann, havia informado, em entrevista coletiva, que 700 militares do Exército participariam da ação.

O pedido para que o Exército participasse da operação foi feito pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. (via 247, com Agência Brasil)

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Janot pediu a Temer investigação internacional sobre o então ministro Serra

No início deste ano, quando ainda chefiava o Ministério Público, o então procurador-geral da República Rodrigo Janot se reuniu com o presidente Michel Temer a fim de pedir autorização do governo para uma investigação internacional que envolveria o então ministro das Relações Exteriores José Serra.

Passados pouco mais de sete meses – período no qual Serra deixou o governo, Rodrigo Janot apresentou duas denúncias contra Temer e teve o mandato encerrado como procurador-geral –, a autorização para início das apurações, por meio da formação de uma força-tarefa com investigadores da Espanha, ainda não saiu.

O episódio, desconhecido até então, foi narrado em tom de indignação pelo próprio Janot no mês passado, durante uma reunião de trabalho com procuradores-gerais sul-americanos em Brasília.

Na ocasião, Janot desabafou sobre como o governo brasileiro, segundo ele, vinha dificultando a liberação de equipes conjuntas de investigação.

Essas equipes consistem, basicamente, de forças-tarefa compostas por investigadores brasileiros e estrangeiros, para atuar no Brasil e em países que buscam ajuda para apurar suspeitas envolvendo brasileiros em seus territórios.

Como envolvem dois países, a liberação das equipes passa pelo Executivo, que representa o Estado brasileiro em âmbito internacional.

Na reunião de trabalho, em 23 de agosto, na sede da Procuradoria Geral da República, Janot desabafou com colegas de países vizinhos sobre “embaraços” do governo brasileiro às investigações. (via G1)