10.9.17

1- FUNARO DIZ QUE MICHEL TEMER RECEBEU R$ 20 MILHÕES EM PROPINA DE DONO DA GOL; 2- DELATORES DA JBS CHEGAM À PF

REDAÇÃO -


Em novo trecho de sua delação premiada, o operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro acusou o presidente Michel Temer de receber propina de R$ 20 milhões de Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas (Gol), em troca de apoio ao projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro. As informações são do jornal O Globo. Segundo o delator, a propina foi paga em horas de voo na campanha eleitoral de 2014.

Durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma, no ano passado, a Câmara aprovou medida provisória que permitia 100% do controle acionário de empresas aéreas brasileiras pelo capital externo. De acordo com o Globo, por se tratar de fato relacionado ao exercício do mandato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá incluir as informações na nova denúncia que pretende apresentar contra Temer.

A versão original da medida provisória aumentava de 20% para 49% da participação do capital externo no controle acionário das companhias aéreas brasileiras. Em junho de 2016, a base governista eliminou todas as restrições ao capital externo, conforme defendiam as principais aéreas do país.

A mudança, porém, encontrou resistência no Senado, onde sofreu alterações. Temer, então, vetou a proposta e enviou novo texto ao Congresso que mantém a abertur de 100% do setor aéreo ao capital externo, mas introduziu condicionantes para atender também as empresas regionais brasileiras. O projeto está parado na Câmara.

Em resposta ao Globo, Temer negou ter recebido recursos da Gol e informou que fez apenas voos particulares na campanha de 2014, “tudo pago pelo Comitê de campanha da ex-presidente Dilma”. “O projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro foi um anseio de todo o setor, debatido amplamente. E não interesse de uma só empresa.” Já Constantino não quis se pronunciar.

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Delatores da JBS chegam à PF


Joesley Batista e Ricardo Saud, cuja prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin por violação do acordo de colaboração premiada, se entregaram na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo.