12.9.17

1- PF VÊ INDÍCIOS DE CRIME DE CORRUPÇÃO DE TEMER E MINISTROS; 2- GILMAR MENDES SE DIZ “CONVENCIDO” DE QUE FOI GRAVADO POR JOESLEY; 3- SEGUNDO O ESTADÃO, JOESLEY CHOROU NA “SELA”

REDAÇÃO -


A Polícia Federal concluiu que há indícios de que o presidente Michel Temer e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil) cometeram crime de corrupção.

A informação consta do relatório final do inquérito sobre o chamado “quadrilhão” do PMDB na Câmara, que será, possivelmente, uma das bases de nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente. As novas acusações devem alimentar a crise política no governo.

A PF também apontou evidências de envolvimento do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e dos ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha no suposto esquema. Os três estão atualmente presos por crimes investigados nas operações Lava Jato e Cui Bono?

As investigações apontaram que os integrantes da cúpula do PMDB, entre eles Temer, participavam de uma organização criminosa voltada para obter, direta e indiretamente, propinas em órgãos da administração pública federal.

A PF sustenta que, além de corrupção ativa e passiva, a engrenagem criminosa envolvia lavagem de dinheiro, fraude a licitações públicas, evasão de divisas, entre outros delitos, cujas penas são superiores a quatro anos de prisão. (…)
(via Estadão)

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Gilmar Mendes se diz “convencido” de que foi gravado por Joesley

Da Veja:

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diz estar “convencido” de que foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS.

Gilmar recebeu o empresário em Brasília em 1º de abril, um sábado, na sede do IDP, escola de direito da qual o ministro é sócio.

O encontro, solicitado pela JBS, ocorreu três semanas após Joesley Batista ter gravado secretamente o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu.

Àquela altura, Joesley já se preparava para acertar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

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“Hoje eu estou convencido de que sim. Eu acho que ele gravou a conversa. Porque a insistência [para marcar o encontro] foi tanta… Nessas conversas eles falam que queriam destruir o Supremo, né!?”, diz o ministro.

“Mas a conversa correu normal. Foi uma conversa absolutamente normal. Eu não tenho a menor preocupação com isso”, emenda.

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Segundo o Estadão, Joesley chorou na “sela”