24.9.17

1- SUICÍDIO DE INDÍGENAS É TRÊS VEZES DO QUE A MÉDIA NACIONAL; 2- ‘DESIGUALDADE NO BRASIL É ESCOLHA POLÍTICA’, DIZ ECONOMISTA

REDAÇÃO -


A taxa de suicídios entre indígenas é quase o triplo da registrada pela média nacional. De acordo com o Ministério da Saúde, de 2011 a 2016 foram registradas 15,2 mortes do tipo a cada 100 mil indígenas.

A média nacional –englobando todos os grupos étnicos da população– é de 5,7 óbitos a cada 100 mil pessoas.

Nesse grupo, os homens cometem o triplo de suicídios comparado às mulheres: 23,1 contra 7,7 a cada 100 mil indígenas. Segundo o órgão, a incidência entre os indígenas é maior entre os jovens de 10 a 19 anos: 44,8% dos óbitos deste tipo foram nessa faixa etária.

Na população branca, há 5,9 mortes por suicídio a cada grupo de 100 mil habitantes. Negros registram 4,7 óbitos e os amarelos 2,4 suicídios no mesmo tipo de comparação.
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De acordo com o levantamento, entre os fatores de risco para o suicídio estão transtornos mentais (depressão, alcoolismo, esquizofrenia), questões sociodemográficas (como isolamento social), psicológicos (perdas recentes) e condições clínicas incapacitantes (lesões desfigurantes, dor crônica, neoplasias malignas). (…)
(via Poder 360)

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‘Desigualdade no Brasil é escolha política’, diz economista

As medidas de ajuste fiscal do governo do presidente Michel Temer tendem a elevar ainda mais a desigualdade no Brasil, diz o economista irlandês Marc Morgan Milá, 26.

Em entrevista à Folha na última segunda-feira (18), ele afirma que a contenção dos gastos públicos afetará especialmente os mais pobres. As novas conclusões do economista estão provocando um debate sobre a realidade dos últimos 15 anos: a desigualdade no Brasil não caiu como se pensava até então.

Para ele, os sucessivos governantes brasileiros optaram por não enfrentar o problema, evitando políticas que poderiam limitar a renda do topo da pirâmide, como um sistema tributário mais justo. “A história recente do Brasil nos leva a dizer que houve uma escolha política pela desigualdade.”

Morgan está no Brasil, onde participa de estudos com economistas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O grupo pretende lançar, ainda neste ano, uma série da desigualdade brasileira com início em 1926. (via Folha)