29.9.17

ELEIÇÃO DE 2018 É A SAÍDA PARA ANULAR AÇÕES DO GOVERNO GOLPISTA, AFIRMA PRESIDENTE DA CUT

Via FENEPOSPETRO -

O site da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO) encerra nesta sexta-feira (29) a série de entrevistas com os presidentes das centrais sindicais. Nessa série foram ouvidos os presidentes da Força Sindical, UGT, CTB, CSB e Nova Central. O presidente da CUT, Vagner Freitas é o entrevistado de hoje. Ele defende mudanças através do voto. As entrevistas podem ser acessadas no site www.fenepospetro.org.br ou na TRIBUNA DA IMPRENSA Sindical.


A sociedade e os trabalhadores foram enganados com o golpe que tirou do poder uma presidente legítima. Deram um golpe dizendo que o Brasil melhoraria, que a economia prosperaria e que o emprego seria retomado. A afirmação foi pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, em entrevista ao site da FENEPOSPETRO. Ele argumenta que o povo brasileiro tem condições de anular a Reforma Trabalhista e mudar a política brasileira que está a serviço do capital. Segundo Vagner, a reforma trabalhista é contra o consumo e o crescimento do mercado interno, e ainda vai paralisar setores importantes da economia nacional. Ele diz que a Lei 13.467 vai retirar a renda do trabalhador. Para Vagner a nova legislação vai diminuir o consumo e, consequentemente, a produção das empresas e a arrecadação do Estado. Ele acredita que o movimento sindical tem condições de fazer esse debate com a sociedade. “Com esclarecimento, o trabalhador vai fazer as contas e perceber o quando a vida da sua família vai piorar.

Ele adverte que o Congresso Nacional é constituído pela pressão do capital e está a serviço dos grandes conglomerados econômicos. Vagner Freitas revela que os trabalhadores brasileiros também sofrem essa pressão do sistema que os exclui, já que o capital toma conta do Estado e não deixa que as ações sejam voltadas para os interesses da classe operária. O presidente da CUT chama a atenção para as eleições de 2018. Ele defende a eleição de um candidato que efetivamente represente os trabalhadores e que tenha condições de fazer um grande referendo nacional para revogar todas as ações constituídas no governo golpista.

É preciso eleger uma bancada nova no Congresso para representar os trabalhadores e não apenas os empresários. O povo brasileiro está desiludido, mas a única coisa que pode nos unificar é a luta. Se o povo está decepcionado e anestesiado temos que despertar nele a vontade de lutar. Não somos coitadinhos, o trabalhador precisa ter consciência da sua força, ressalta Vagner Freitas.

AÇÃO - A CUT vai tentar anular judicialmente a Lei 13.467 da Reforma Trabalhista. Nesse primeiro momento, a central está procurando as varas intermediárias regionais e não o Supremo Tribunal Federal, arguindo a inconstitucionalidade da lei, que fere artigos da constituição que não foram reformados. O presidente da central explica que não vai entrar com uma Ação Direta de Institucionalidade (ADIN) junto ao Supremo por entender que esse não é o melhor caminho. Vagner Freitas diz que os juízes das varas regionais se posicionaram publicamente contra a reforma e isso fortalece a luta da CUT e das demais centrais.

ANULAÇÃO DA LEI - A CUT lidera uma campanha de um Projeto de lei de iniciativa popular para revogar no Congresso Nacional a lei da Reforma Trabalhista. Para tentar anular a lei, a central precisa conseguir 1,3 milhão assinaturas. Vagner Freitas acredita que mesmo com um Congresso conservador, o projeto de iniciativa popular vai servir para mobilizar o Brasil e a opinião pública para pressionar os parlamentares. Ele afirma que os políticos precisam do voto para se reeleger. Segundo ele, a proposta visa criar um fato político, para que a CUT tenha apoio social e os eleitores desses deputados e senadores pressionem seus parlamentares.

IMPOSTO SINDICAL - Vagner Freitas afirma que a CUT é contra o imposto sindical, mas defende a contribuição negocial, que deve ser aprovada pelos trabalhadores em assembleia. Ele admite que embora a CUT seja contra o imposto sindical, a central reconhece que não há liberdade sindical no Brasil e não existe democracia nas relações de trabalho. “Os sindicatos não sobrevivem só com a contribuição dos associados, por causa da política antissindical. O trabalhador é demitido quando se associa ao sindicato. Dirigentes sindicais são assassinados ou proibidos de terem contato com a categoria. Os empresários fazem pressão sobre os trabalhadores, que acuados não são receptivos ao sindicato”, completa.

Para o presidente da CUT, com o fim do imposto sindical os sindicatos de fachada que recolhem e não trabalham vão acabar. Ele diz que com a contribuição negocial o empregado ao autorizar a cobrança em assembleia avaliará o trabalho do sindicato. Vagner Freitas acredita que essa medida vai moralizar o movimento sindical brasileiro.

COMUNICAÇÃO - O presidente da CUT frisa que o povo desconhece as consequências da reforma trabalhista porque a grande mídia trabalha para desinformar as pessoas. Vagner Freitas afirma que as pessoas só vão despertar para os malefícios da lei, no dia 13 de novembro quando a nova legislação entra em vigor:

A partir dessa data a sociedade vai ver o quanto a reforma trabalhista é prejudicial. A sociedade vai despertar quando observar que o trabalhador, por exemplo, não terá como fazer um crediário numa loja de eletrodoméstico, porque não terá como comprovar renda, já que não tem emprego formal.

Vagner Freitas destaca que a grande falha do movimento sindical é não investir na comunicação unitária, que dê condições as centrais e aos sindicatos de informar ao trabalhador. Segundo ele, muitos sindicatos ainda não entenderam que a comunicação é um importante instrumento de luta. Vagner acrescenta que o sindicato que quer ser reconhecido como instrumento combativo tem que investir em comunicação para informar aos trabalhadores. (Por Estefania de Castro, assessoria de imprensa Fenepospetro).

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Série de entrevistas com os presidentes das centrais sindicais:

REFORMA TRABALHISTA É CRUEL E VAI PRECARIZAR A MÃO DE OBRA, DIZ PRESIDENTE DA NOVA CENTRAL

NOVA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA VAI EXIGIR DOS SINDICATOS MAIS ATENÇÃO NAS NEGOCIAÇÕES

GOVERNO ILEGÍTIMO DE TEMER SERVE AO CAPITAL E RETIRA DIREITOS CONSAGRADOS DO POVO, DENUNCIA PRESIDENTE DA CTB

RENOVAÇÃO DO CONGRESSO DEPENDE DA ATENÇÃO DO TRABALHADOR, DIZ PRESIDENTE DA UGT

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL SERÁ COBRADA DE TODOS OS TRABALHADORES, DIZ PRESIDENTE DA FORÇA