28.9.17

POR QUEM OS SINOS DOBRAM; LIGAÇÕES PERIGOSAS (II)

MIRSON MURAD -


Quando o ministro Fachim, do Supremo Tribunal Federal, relator da operação Lava Jato, leia-se JBS, caçou o senador Aécio Dois milhões Se Delatar Eu Mato Aeroportos para a Família Furnas Aviões do Governo Para Transportar Amigos Neves, o ministro Marco Aurélio de Mello, também do STF, suspendeu a deliberação do colega e restituiu ao Aecinho seu título de senador com todos os direitos. Ontem, após Fachim ter enviado para deliberação do plenário no STF sobre um novo pedido do então Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, um novo pedido de cassação do neto de Tancredo Neves, sua excelência, ministro Marco Aurélio de Mello, voltou a defender a integridade moral, ilibado homem público, do político mineiro. O ministro, também ontem, pediu vistas ao processo que deveria levar à prisão imediata o deputado Paulo Maluf, que estava parado sem solução há 24 anos. Com isso, o referido processo poderá ficar na gaveta de sua excelência "sine die" até, quem sabe, Maluf, um bandidão, hoje octogenário, vier a falecer. Também, ainda hoje, o Superior Tribunal de Justiça Eleitoral libertou o ex-governador Anthony Garotinho que, diga-se de passagem, recentemente, fora agraciado por uma desembargadora de outra prisão. Garotinho havia, segundo deu fartamente no noticiário, amaçado testemunhas e tentado corromper (por duas vezes) um juiz. Qual o poder de convencimento tem esse político para convencer magistrados que tem direito a liberdade?

LIGAÇÕES PERIGOSAS (II)

Algumas pessoas estranharam pelo fato do (des)governador Pesão pedir audiência ao traficante Nem que está encarcerado em presídio no mato Grosso, há mais e 3.000 Km do Rio, para fazer proposta de paz na Rocinha, hipótese levantada por esse blogue. A sugestão para acabar com o sofrimento da população carioca não é criação de nossa verve. Fomos inspirados em precedente ocorrido em São Paulo quando o facínora, também preso, Marcolla ordenou aos comparsas para praticarem uma imensidão de atentados com explosões, como de fato ocorreu, no Centro da maior metrópole do Brasil. Depois que o (des)governador Geraldo Alckmin assinou tratado de paz com o bandido tudo voltou à normalidade e os paulistanos voltaram a respirar aliviados. Não foi uma excelente estratégica de governar?