12.9.17

REFORMA TRABALHISTA ACENDE ALERTA NAS NEGOCIAÇÕES DE SANTA CATARINA

Via FENEPOSPETRO -

Como parte do projeto “Caravana Sindical” que visa esclarecer pontos da Reforma Trabalhista aos dirigentes, o presidente da FENEPOSPETRO, Eusébio Pinto Neto, se reuniu ontem (11) com representantes dos Sindicatos dos Frentistas de Santa Catarina.


A dois meses para entrar em vigor, a Lei 13.467, também conhecida como Reforma Trabalhista, gera apreensão nos sindicatos com relação as futuras negociações salariais. As mudanças vão atingir duramente a classe operária, principalmente, as categorias que não tinham resguardados na Convenção Coletiva direitos básicos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que foram alterados pela lei. Para orientar e esclarecer os dirigentes dos frentistas sobre as modificações na CLT, o presidente da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO), Eusébio Pinto Neto, iniciou no mês passado uma “Caravana” pelo país. Nesta segunda-feira (11) foi a vez dele se reunir com os dirigentes dos Sindicatos dos Frentistas de Brusque, Chapecó, Criciúma, Grande Florianópolis e Lages, em Santa Catarina. Os sindicatos da categoria lutam para manter os direitos dos cerca de 20 mil frentistas no estado.

Para melhorar os pontos da Convenção Coletiva e manter direitos conquistados, o presidente da FENEPOSPETRO debateu com os dirigentes de Santa Catarina, estratégias de negociação. Os trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência de Brusque, Chapecó, Criciúma e Lages, que têm data-base em novembro, serão os primeiros a passar pelo teste de fogo. Para tomar conhecimento das modificações no mercado de trabalho, os sindicatos pretendem unificar as pautas, garantir as cláusulas da CCT e prorrogar o início da negociação.

O presidente do Sindicato de Criciúma, Salésio Augusto, disse que há uma grande expectativa com relação as futuras negociações, inclusive com relação a cláusula que consta na CCT, que garante aos trabalhadores com seis meses de carteira assinada o direito de homologar no sindicato. “Algumas cláusulas que constam na Convenção, o patrão não vai poder mexer, para isso estamos nos organizando”, completou.

A polêmica em torno do imposto sindical acabou tirando dos trabalhadores o foco sobre a nova legislação trabalhista. Para Juscemar Pavão, presidente do Sindicato de Chapecó, a grande imprensa não divulgou as perdas de direitos e os trabalhadores caíram inocentemente na armadilha do governo, que frisou só o fim do imposto sindical. Ele afirmou que o trabalho intermitente é uma covardia contra os trabalhadores, que ficarão à disposição das empresas por várias horas para ganhar uma migalha no final do expediente. Juscemar acredita que independente da publicação da Medida Provisória (MP), o movimento sindical vai sair mais fortalecido desse embate.

A data-base dos frentistas da Grande Florianópolis é março e o presidente Roque dos Santos espera avaliar melhor as mudanças para resguardar os direitos já conquistados. Ele disse que até lá vai intensificar o trabalho nas bases para aproximar a categoria do sindicato.

No encontro, o presidente Eusébio Neto, destacou a importância da unidade para vencer os desafios que se apresentam com a Reforma Trabalhista e reestruturar e organizar a categoria em Santa Catarina. Ele disse que é urgente uma mobilização junto às bases para conscientizar os trabalhadores sobre os efeitos nefastos da nova lei.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Fenepospetro