2.10.17

1- ATAQUE EM LAS VEGAS: O QUE SE SABE SOBRE O MAIS LETAL TIROTEIO DA HISTÓRIA DOS EUA; 2- COREIA SOCIALISTA CONDENA 'ESTRATAGEMA' DE WASHINGTON E SEUL PARA INVADIR O PAÍS

REDAÇÃO -

Pelo menos 58 pessoas morreram e ao menos 515 ficaram feridas em um tiroteio durante um show em Las Vegas. Trata-se do mais letal ataque deste tipo na história moderna dos EUA, de acordo com a polícia. Mais de 22 mil estavam no festival no momento dos disparos.

Centenas de pessoas fugiram enquanto atirador disparava durante show.
INTERNACIONAIS - Um atirador abriu fogo na plateia de um festival de música de dentro do hotel Mandalay Bay. A polícia informou que ele estava no 32° andar.

Os policiais usaram explosivos para derrubar a porta do quarto onde o homem estava. O atirador se suicidou. Fontes da polícia disseram à imprensa americana que uma "grande quantidade" de armas foi encontrada no quarto.

Segundo o xerife de Las Vegas, Joe Lombardo, acredita-se que o autor dos disparos agiu como "lobo solitário" - como são chamados os ataques planejados e executados individualmente.

O som do que parecia ser prolongados disparos de arma automática foi registrado em vídeos amadores publicados nas redes sociais.

A polícia anunciou que o atirador era Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos que não tem passagens pelas Forças Armadas ou antecedentes criminais. Episódios similares já foram protagonizados por ex-militares.

Paddock foi identificado como morador da cidade de Mesquite, a 130 km de Las Vegas. Mas a polícia informou que ele estava hospedado no Mandalay Bay desde quinta-feira.

O grupo autointitulado Estado islâmico divulgou um comunicado por meio de sua da agência de notícias afirmando que estava por trás do ataque. O FBI (polícia federal americana), porém, informou que Paddock não tem nenhuma conexão com o grupo ou qualquer outra "ornaginzação terrorista internacional".

O Centro Médico Universitário, um dos hospitais que receberam feridos, informou que pelo menos 14 pessoas se encontraram em estado grave. Em nota oficial, o Itamaraty informou que "até o presente momento não há registro de brasileiros entre os mortos e feridos". (via BBC Brasil)


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Pyongyang condena 'estratagema' de Washington e Seul para invadir o país

As duas Coreias nunca assinaram um acordo de paz, portanto tecnicamente permanecem em estado de guerra. Nessa situação, o que significa a cooperação militar entre Seul e Washington para a Coreia do Norte?

Pyongyang anunciou na segunda-feira (2) que o Tratado de Defesa Mútua dos EUA e da Coreia do Sul é "um estratagema" para "invadir" a nação comunista, informa a agência Yonhap, citando o jornal do Partido dos Trabalhadores da Coreia, Rodong Sinmun.

Em 1 de outubro foi celebrado o 64º aniversário de assinatura desse acordo, que entrou em vigor em 1953 e estabeleceu um sistema de defesa combinada entre ambos os países. O acordo pressupõe que Washington deve defender Seul das ameaças de Pyongyang. Além disso, estabeleceu a base legal para o deslocamento de forças militares estadunidenses no território da Coreia do Sul.

De acordo com Rodong Sinmun, esse pacto é uma "explícita" e "imprudente ambição" dos EUA para "em qualquer momento levar a cabo uma invasão da Coreia do Norte". Por essa razão, Pyongyang exige a sua "imediata abolição " e a "expulsão das forças invasoras estadunidenses da Coreia do Sul".

Ao mesmo tempo, o jornal destaca que as manobras militares conjuntas que Washington e Seul constantemente realizam na região, bem como o deslocamento de armamentos estratégicos norte-americanos, criará "são responsáveis por criar "uma situação realmente grave de segurança" na península coreana, que "em qualquer momento" pode desencadear uma nova guerra.

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul estão tecnicamente em estado de guerra, depois de a guerra da Coreia de 1950-1953 ter terminado com um armistício, mas sem ser assinado qualquer tratado de paz definitivo. (via Sputnik)