31.10.17

1- LULA ABRE AÇÃO CONTRA MORO POR GRAMPEAR SEUS ADVOGADOS; 2- O COMÍCIO NAZISTA QUE LOTOU O MADISON SQUARE GARDEN, EM NOVA YORK, EM 1939 [VÍDEO]

REDAÇÃO -


A defesa do ex-presidente Lula entrou nesta segunda-feira 30 com mandado de segurança no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) apontando ilegalidades cometidas pelo juiz Sergio Moro.

Os advogados alegam que Moro não destruiu gravações telefônicas que estariam protegidas pelo sigilo profissional garantido por lei a advogados. Entre os áudios, existem conversas em que o advogado Cristiano Zanin Martins dá orientações jurídicas ao ex-presidente.

"Referidas autorizações de interceptação resultaram na gravação de — inacreditáveis — 111.024 (cento e onze mil e vinte e quatro) chamadas, em um total de 417h30m51s (quatrocentas e dezessete hora, trinta minutos e cinquenta e um segundos) de duração", diz o documento.

A defesa destaca que a Polícia Federal analisou "as estratégias jurídicas discutidas entre os advogados do escritório" e diálogos dos advogados com Lula. O documento pede que áudios específicos relacionados a 462 ligações telefônicas grampeadas por meio do telefone central do escritório dos advogados sejam inutilizadas.

O mandado de segurança lembra que Moro autorizou, no começo de outubro, a divulgação destes telefonemas para o Ministério Público Federal e outros investigados no mesmo processo em que os grampos foram ordenados e que isso é uma ilegalidade cometida pelo juiz, pois, se as ligações "foram captadas de forma ilegítima, elas deveriam ter sido inutilizadas há muito tempo".

Acesse aqui à íntegra do mandado de segurança e aqui nota divulgada pela defesa. (via 247)

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O comício nazista que lotou o Madison Square Garden, em Nova York, em 1939


Em 20 de fevereiro de 1939, cerca de seis meses antes de a Alemanha invadir a Polônia, o Madison Square Garden, em Nova York, organizou um congresso da Federação Alemã Americana, grupo nazista liderado pelo alemão naturalizado Fritz Julius Kuhn.

O evento contou com a participação de 20 mil pessoas, vibrando histericamente como se estivessem em Berlim. Com suásticas, a retórica abertamente racista e apelos ao patriotismo dos EUA – incluindo um retrato maciço, no centro do palco, de George Washington -, as imagens parecem surreais hoje.

A convenção inspirou histórias de ficção em que o nazismo era  abraçado pelos EUA, incluindo “The Man in the High Castle”, de Philip K Dick, de 1962, e “A Conspiração contra a América”, de Philip Roth, de 2004. (via DCM)