3.10.17

1- “MINHA MORTE FOI DECRETADA NO DIA DE MINHA PRISÃO”, DIZ REITOR DA UFSC EM BILHETE; 2- RAQUEL DODGE PEDE DEPOIMENTO DE TEMER SOBRE PROPINA NO PORTO DE SANTOS

REDAÇÃO -

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, valeu-se do suicídio para praticar um ato político de forte impacto na população. Além de optar pelo espaço mais visitado e de maior movimentação nas manhãs de segunda-feira, em Florianópolis, ele deixou um bilhete que pode explicar as razões de seu gesto.

Segundo fonte da Policia Civil, um bilhete foi escrito pelo professor Cancellier, onde teria escrito: “Minha morte foi decretada no dia de minha prisão”.

O reitor não conseguiu neutralizar os efeitos políticos, sociais e psicológicos da sua prisão na Operação Ouvidos Moucos. Com toda a vida dedicada à Universidade e à educação viu o esforço acadêmico e político de décadas desmoronar do dia para a noite.

A partir da prisão viveu dias terríveis, segundo os amigos mais chegados. Iniciou um processo depressivo, tinha aconselhamento psiquiátrico e tomava medicamentos para neutralizar o impacto psicológico da prisão e todo o processo humilhante a que foi submetido. (via ClickRBS)

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Raquel Dodge pede depoimento de Temer sobre propina no Porto de Santos

Da Época:

Em uma de suas primeiras manifestações envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB), a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou que o peemedebista preste depoimento no inquérito que apura suspeitas de corrupção envolvendo favorecimento à empresa Rodrimar no Porto de Santos.

A tentativa de ouvir Temer já havia desagradado ao Palácio do Planalto durante as investigações tocadas pelo antecessor de Dodge, Rodrigo Janot. Essa manifestação, obtida por ÉPOCA, foi enviada por Dodge ao ministro do STF Luís Roberto Barroso na última quinta-feira (28). No total, a nova PGR solicita a realização de sete conjuntos de diligências no inquérito, que serão tocadas pela Polícia Federal. Nomeada ao cargo de PGR pelo próprio Temer, Dodge afasta, com esses pedidos, as suspeitas de que poderia aliviar as investigações contra o peemedebista.

O alvo do inquérito são suspeitas de que a edição de um decreto sobre o setor portuário em 2017 favoreceu ilegalmente a Rodrimar.

Diversas das diligências solicitadas atingem diretamente Michel Temer. Entre elas estão o levantamento das doações eleitorais feitas pela Rodrimar e outras empresas de seu grupo econômico ao peemedebista e ao PMDB de São Paulo e nacional, para apurar as suspeitas de que os pagamentos de propina ocorreriam via doação oficial; e um pedido dos registros de entrada no Palácio do Planalto em 2017 dos representantes da Rodrimar e de outros investigados, como o coronel João Baptista Lima, apontado nas investigações como operador de Temer.