6.10.17

1- 'REI ARTHUR' COMPLETOU UM MÊS FORAGIDO; 2- EMENDA DA REFORMA POLÍTICA INSERIDA DE MADRUGADA PERMITE CENSURA NA INTERNET DURANTE ELEIÇÕES

REDAÇÃO -


Nesta quinta-feira (05) completou-se um mês que Arthur Menezes Soares, o Rei Arthur, está foragido. Também foi aniversário de um mês que a primeira fase da Operação Unfair Play foi deflagrada pela Polícia Federal e revelou o esquema de compra das Olimpíadas do Rio.

O nome de Arthur está na lista de difusão vermelha da Interpol desde que a Justiça decretou sua prisão. As autoridades brasileiras têm reclamado da falta de cooperação dos EUA, onde o Rei Arthur supostamente estaria - ele tem uma mansão em Miami. Há a suspeita de que Arthur possa estar fazendo delação premiada lá, junto ao Departamento de Justiça dos EUA. (G.Fróes)

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Emenda da reforma política inserida de madrugada permite censura na internet durante eleições


Uma emenda inserida na votação da reforma política, ontem de madrugada, acendeu a luz vermelha de empresas de tecnologia para a possibilidade de censura na internet durante o período eleitoral. O projeto foi aprovada agora à tarde no Senado e irá, amanhã, para sanção presidencial.

A emenda, de autoria do deputado Aureo (SD/RJ), permite a qualquer usuário obter a remoção de conteúdo “de discurso de ódio, disseminação de informações falsas ou ofensa em desfavor de partido ou candidato” sem a necessidade de ordem judicial.

Plataformas como Google, Facebook ou Twitter serão obrigadas a derrubar o conteúdo com base numa simples notificação, em até 24h. As empresas ainda serão obrigadas a fazer a “identificação pessoal do usuário que a publicou”.

No texto, fica claro que apenas a denúncia será o suficiente para a remoção do conteúdo, sem autorização judicial.

Estabelece a emenda:

“A denúncia de discurso de ódio, disseminação de informações falsas, ou ofensa em desfavor de partido, coligação, candidato ou de habilitado conforme o art. 5 c, feita pelo usuário de aplicativo ou rede social na intenet, por meio do canal disponibilizado para esse fim no próprio provedor, implicará suspensão, em no máximo 24 horas, da publicação denunciada até que o provedor certifique-se da identificação pessoal do usuário que a publicou, sem fornecimento de qualquer dado do denunciado ao denunciante, salvo por ordem judicial”. (…)