30.10.17

A LUTA DO PETRÓLEO NÃO TERMINA NUNCA! DE MARIA AUGUSTA TIBIRIÇÁ. CAPÍTULO 2

EMANUEL CANCELLA -

Hélio Beltrão: ‘Os dois maiores inimigos da Petrobras são a desinformação e o preconceito’.


O Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente da Eletronuclear e responsável pela construção do submarino atômico brasileiro, foi preso pela Lava Jato.

Como a operação defende os interesses dos EUA, como ilustramos no capitulo um, prender o Almirante Othon significa parar a construção do submarino atômico, cuja função principal é proteger o pré-sal.

E vale a pena conhecer a entrevista dada à revista Carta Capital pelo Almirante Othon, preso pela Lava Jato e solto recentemente: “afirmou que é inocente de todas as acusações que levaram à sua condenação a 43 anos”.

Disse também que sua prisão interessa ao sistema internacional preocupado com o fortalecimento de um dos países integrantes dos BRICS. Ainda segundo o almirante, os "brasileiros transnacionais são aqueles que, embora tenham nascido neste belo país, gostariam de ser cidadãos de outros países, em particular dos Estados Unidos” (6).

Estranhamos que hoje os militares estejam calados em relação ao debate do petróleo. Os militares, na década de 40/50, tiveram uma participação fundamental na campanha “O Petróleo é Nosso!”.

Entre os articuladores do movimento estavam o general Leônidas Cardoso, pai de Fernando Henrique Cardoso, e o tio de FHC, Felicíssimo Cardoso,   outro líder da campanha, era conhecido como “General do Petróleo” (4).

Diz o ditado: "Quem sai aos seus não degenera".  FHC degenerou pois traiu os ideais de seu pai e do tio porque fez de tudo para entregar a empresa.

Se os militares hoje agem com indiferença ao ataque de nossas riquezas, a mídia persegue a Petrobrás impiedosamente, principalmente a Globo.

No governo de FHC, a Globo fez campanha pela privatização da empresa, comparando a Petrobrás a um paquiderme e chamando os petroleiros de marajás. Nem com o sucesso estrondoso da Petrobrás, que desenvolveu tecnologia inédita no mundo, permitindo a descoberta do pré-sal em 2006, a Globo fez autocrítica.

Muito pelo contrário, em dezembro de 2015, lançou em editorial: “O pré-sal pode ser patrimônio inútil”.

Sem esquecer que a Lava Jato foi premiada pela Globo, inimiga mortal da Petrobrás e também, pela maior revista do mundo a estadunidense,Time, os EUA é o pais mais interessado em se apossa do nosso pré-sal, inclusive já foi denunciado pelo Wikleaks (2,6,8).

A mídia esconde que a Petrobrás está entre as maiores petroleiras do mundo: ganhou por três vezes o premio OCT considerado o “Oscar” da indústria do petróleo (3). E mais, a Petrobras, em 2010, realizou a maior capitalização da história mundial, foram R$ 120 BI (7).

Encerro este segundo capítulo com a frase do ex-ministro e também presidente da Petrobrás, Hélio Beltrão: ‘Os dois maiores inimigos da Petrobras são a desinformação e o preconceito’ (1).

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