28.10.17

A LUTA DO PETRÓLEO NÃO TERMINA NUNCA! MARIA AUGUSTA TIBIRIÇÁ, CAPÍTULO 1

EMANUEL CANCELLA -


A maior campanha realizada pelos brasileiros aconteceu na década de 40/50, com “O Petróleo é Nosso!”. O movimento teve seu ápice com a criação da Petrobrás, em 1953, no governo de Getúlio Vargas. E principalmente, em decorrência da pressão por ter criado a Petrobrás, Vargas acabou se suicidando.

Rapidamente dizer que, naquela época, não tinha televisão e nem internet, mesmo assim a campanha tomou conta do Brasil e envolveu civis, militares, comunistas e conservadores. E o mais interessante, o petróleo, naquela época, era só um sonho.

Carro chefe daquela gloriosa campanha, Monteiro Lobato, que chegou a ser preso, tornou-se um dos maiores escritores do mundo, principalmente com suas obras infantis, sendo a maior delas O sítio do Pica-pau Amarelo.

Maria Augusta Tibiriçá, médica, foi uma das maiores líderes dessa campanha, que nem grávida abandonou a luta do petróleo. Maria Augusta morreu em 2016, aos 97 anos. Essa verdadeira líder escreveu um livro, cujo título foi O Petroleo é Nosso! E, no livro, esta visionária sentenciou: “ A Luta do Petróleo não Termina Nunca!”.

Nós, brasileiros, que amamos esta terra, onde queremos criar nossos filhos e netos, não temos o direito de abandonar essa luta. E temos que fazer isso principalmente em nome daqueles que lutaram, foram perseguidos e presos, e até morreram por essa bandeira!

Por outro lado, neste primeiro capítulo de nossa história, temos que dar o nome também daqueles que empunharam a bandeira “O Petróleo é Vosso!”, cujo nefasto resultado foi o início da entrega do pré-sal, ontem, 27/10/17, através da ANP-Agência Nacional de Petróleo e Gás.

Lembrando que a ANP que foi criada por FHC, após a frustrada tentativa de privatizar a Petrobrás. Não conseguiu, mas lamentavelmente quebrou o monopólio estatal do petróleo.

O primeiro Diretor Geral da ANP, foi David Zilberstein, ex-genro de FHC,  que, na primeira entrevista, disse à imprensa nacional e internacional “O Petróleo é Vosso!” (7).

Os tucanos sempre tiveram o compromisso explícito de entregar a Petrobrás aos gringos. Além de FHC, que tentou privatizar, temos José Serra que, quando candidato em 2009, foi denunciado pelo Wikileaks, trocando correspondência com executivos da Chevron estadunidense, prometendo favores à Chevron em prejuízo da Petrobrás (1).  Depois, com o golpe,  Serra conseguiu enfim aprovar a lei 4567/16 que é exatamente o que prometera à Chevron.

Creio que os tucanos já estão desmascarados na sua saga entreguista da Petrobrás.

Mas, quem mais contribui para sujar a imagem da Petrobrás foi a Lava Jato, que passou mais de três anos, quase que diariamente, falando mal da Petrobrás, com os vazamentos criminosos para mídia, principalmente a Globo.

Na verdade, a Lava Jato, com sua ação veemente contra diretores e gerentes da Petrobrás envolvidos em corrupção teria sido insuspeita se essa saga investigatória não tivesse valido somente para a gestão do PT na Petrobrás. A lei é para todos, chamada do filme da Lava Jato,  se restringiu ao PT.

Isso ficou claro, porque logo em seguida à saída da Dilma, o golpista Michel Temer indica para presidir a Petrobrás, o tucano, Pedro Lalau Parente. Chamo de Pedro Lalau porque este senhor é réu desde 2001, em ação de venda irregular de ativos, quando dera um rombo de R$ 5 BI à Petrobrás (2).

Mesmo reincidente, Pedro Lalau volta à Petrobrás e, claro que com a cumplicidade da Lava Jato, vende ativos valiosíssimos da empresa, sem licitação. Entrega tudo para quem quer e pelo preço que ele mesmo determinou.

Entre tanta liquidação, foi assim com o campo de Carcará ao preço de um refrigerante o barril e a petroquímica de Suape, ao valor de 5 dias de faturamento (3,4).

Mesmo tratamento da Lava Jato recebeu o tucano, FHC que deve ser o “Comandante máximo da corrupção na Petrobrás”, titulo que a Lava Jato tenta imputar ao ex presidente Lula sem provas mas com convicção. Contra FHC um mar de denuncias e em muitas delas envolvendo seu próprio filho, e nada, nem investigação (7,8).

Demonstrando que a Lava Jato é cúmplice na entrega de nosso patrimônio, foi a Lava Jato quem convocou os procuradores estadunidenses para investigar a Petrobrás e ainda mandou os maiores corruptos da companhia para testemunhar em tribunais americanos, a favor dos ianques e contra nosso país (5,6).

Encerro o primeiro capítulo com a Charge de Latuff, a pedido da Federação dos Engenheiros, que retrata o que representa a Lava Jato para a Petrobrás:   “Pera aí, mas isso é investigação ou demolição?”

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