2.10.17

COM PROVAS E CONVICÇÃO, OS BRASILEIROS QUEREM LULA PRESIDENTE

EMANUEL CANCELLA -

Em resposta à palestra do general Mourão na Maçonaria: Manifesto Nacional dos Maçons pela Democracia: “A cada reunião, refirmamos o propósito de combater a tirania e respeitar a crença e as opiniões de cada um (...)


Lula é como o bolo da vovó, quanto mais bate mais cresce. Entre nossos adversários, está um juiz de primeira instância, Sergio Moro. Esse juiz, chefe da Lava Jato, diz combater a corrupção, mas na verdade constituiu um verdadeiro  tribunal de exceção.

Além de uma indústria de delação, a Lava Jato realiza grampos ilegais, de dentro da prisão em Curitiba,  e chegando até a grampear o telefonema do ex-presidente  Lula com a  então presidenta Dilma. Assistimos estarrecidos também a prisões ilegais e condenações exacerbadas, num claro intuito de conseguir delação, principalmente contra Lula, Dilma e o PT.

Além de toda ilegalidade agora surge denúncia de corrupção, através de Tacla Duran, um advogado da Odebrecht, numa denúncia esclarecedora contra a Lava Jato, acusando-a de ter cobrado propina para acordo de delação premiada, que entre outras benesses, daria a Duran a prisão doméstica, é esclarecedora porque até então não sabíamos como tantos bandidos confessos usavam apenas tornozeleiras presos em suas casas.

Moro negou, veemente, as acusações que envolvem o advogado Zucoloto, seu compadre e ex-sócio de sua esposa. O mais grave é que a revista Veja mostrou, com base em informação da Receita Federal, que Duran fez depósito na conta de Rosangela Moro, esposa de Sérgio Moro (2).

Essa parcialidade da Operação vem de longe, já que Moro e a Lava Jato fizeram campanha para Aécio Neves, inclusive foi da operação, às vésperas da eleição que elegeu Dilma, que saiu a denúncia mentirosa de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás (4).  E agora Moro, que já condenou Lula, sem provas mas com convicção, quer tirar Lula do pleito de 2018.

Como se não bastasse o golpe sofrido, ainda aparece um general do exército ameaçando a ordem democrática, num pensamento que, em princípio, destoa da maioria das forças armadas, como: “O “patriota” Mourão defende a venda da Amazônia, o extermínio dos povos indígenas e o fim da cultura negra (3)”.

Os militares, em sua maioria, sempre foram nacionalistas e, pelo que fizeram nos 21 anos que governaram o país, sempre trataram empresas estatais como a Petrobrás como a joia da coroa e a Amazônia brasileiríssima. E sabemos que não existe pátria sem patrimônio.

Quanto aos índios e a herança africana, muito nos orgulham. Os índios brasileiros nunca se deixaram escravizar e são os legítimos donos dessas terras. Quanto aos negros, temos uma dívida impagável por termos sido o maior país escravocrata do planeta. E basta olhar nossas tropas que vislumbraremos a presença maciça da herança africana e indígena em nossas fileiras e temos muito orgulho disso.

O respeito dos brasileiros pelos militares é grande, mas repudiamos qualquer tentativa golpista, seja ela civil ou militar. Aliás, agora lutamos conta um golpe civil.

Prova do respeito pelos militares é que os quatro governos do PT, de Lula e Dilma, houve respeito e investimentos como nenhum outro governo nas forças armadas. Exemplo disso foi a construção dos submarinos atômico e a compra dos caças supersônicos suecos de última geração.

Agora queremos nossas forças armadas poderosas não é para guerra, e sim para a politica de persuasão, na  defesa da nosso território e de nossas fronteiras, para que ninguém ouse nos ameaçar. Muito menos aceitamos que nossas forças armadas se voltem contra nossa democracia.

Quanto à palestra do general Mourão, na Maçonaria, anexamos parte do “Manifesto Nacional dos Maçons pela Democracia” que pode ser lido na íntegra em: (1).

“A cada reunião, reafirmamos o propósito de combater a tirania e respeitar a crença e as opiniões de cada um. O discurso apolítico e antidemocrático é incompatível com os princípios da nossa Ordem. Nenhum maçom tem o direito de usar o nome de uma instituição tão tradicional e respeitada e expô-la à execração pública, defendendo posições extralegais e antinacionais, como a entrega do patrimônio público (a Petrobrás, a Eletrobrás, os Correios, as reservas de água potável e os minérios); e antissociais, como a cassação de direitos trabalhistas e previdenciários”.

Sobral Pinto, um brilhante advogado, conservador, mas que na ditadura entrou nos quartéis e enfrentou os tribunais militares para defender o primeiro senador comunista do Brasil, Carlos Prestes. Ele discursava, nos palanques das Diretas Já, e dizia ,com base em nosso artigo primeiro da Constituição Federal: Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido!

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