31.10.17

“LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DIREITOS HUMANOS NO BRASIL TÊM QUE SAIR DO PAPEL”

Via ANI -


A imprensa é a “voz da sociedade”. Silenciá-la fere letalmente o que temos de mais valioso na estrutura do estado democrático e de direito. O jornalista não pode ser apunhalado pelas costas, como forma de silenciá-lo.

O presidente nacional da ANI, Roberto Monteiro Pinho, autorizou o envio de um documento à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Paulão, para subsidiar o Encontro Nacional de Direitos Humanos, que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro, em Brasília. No documento ele pede que os Direitos Humanos e a Liberdade de Expressão sejam respeitados de fato no país, e que as autoridades no caso de negligenciarem esses institutos sejam penalizadas, por desrespeito e insubordinação a ordem legal.

“Quando falamos dos direitos humanos, nos referimos a todo tipo de violação, e das garantias negligenciadas pelos magistrados, que teimam conceder liminares, para silenciar a voz da imprensa”, enfatiza Monteiro. O dirigente da Associação Nacional e Internacional de Imprensa –ANI, informou que a entidade realizará no dia 7 de dezembro na Cinelândia no Centro da cidade do Rio de janeiro, um Ato Público onde dirigentes, convidados, advogados, jornalista e fotojornalistas vão exigir que a liberdade de expressão e a livre manifestação, seja garantida conforme preconiza o texto constitucional.

Eis a nota Oficial da ANI - Essa instituição vem se notabilizado por sua veemente e intransigente atuação em defesa da Liberdade de Expressão, Liberdade de Imprensa e do Estado Democrático e de Direito, é por esses institutos que clama pela justiça e o direito do profissional de imprensa exercer livremente sua atividade.

Uma das principais virtudes que se espera de homens públicos é o equilíbrio. É a capacidade de, mesmo num momento de debate e ideias opostas, saber se portar com a dignidade e capacidade de interagir num ambiente democrático e de liberdade.

Conhecido Julgado - “Sem que haja liberdade de expressão e de crítica às políticas públicas, direito à informação e ampla possibilidade de debate de todos os temas relevantes para a formação da opinião pública, não há verdadeira democracia”. (Proc. nº 5074876-67.2016.4.04.7100).

A sociedade assiste atônita, desmandos, que diariamente vem sendo veiculados pelos jornalistas, informando nomes de criminosos notáveis na vida pública da nação brasileira que cometem com de corrupção.

Se a imprensa não divulgar, jamais a sociedade teria conhecimento. O que nos remeteria para um passado sombrio quando fatos como esses eram acobertado, dentro da denominada “caixa preta”.

Os jornalistas não aceitam essa postura e a repudiam com veemência, a ordem em que a faz refém, não podendo noticiar esse fato, e outros de maior relevância. Destacamos os que infringem e confrontam a ordem social, e atingem a sociedade como um todo, até mesmo na origem e fonte da frágil camada da população que se vale da imprensa para dar notícia de violência em que é submetida.

É nosso dever alertar URGENTE a sociedade goiana sobre os reflexos dessa medida cautelar em curso, cuja conseqüência, é o precedente para nenhum outro jornalista venha divulgar fatos comuns e os de cunho criminoso.

A imprensa é a “voz da sociedade”. Silenciá-la fere letal o que temos de mais valioso na estrutura do estado democrático e de direito. O jornalista não pode ser apunhalado pelas costas, como forma de silenciá-lo.

A MORDAÇA exigida por ato monocrático de juiz, é a CENSURA, elemento vil, repudiante e desumano, tão combatida e violenta, e traz de volta a repressão reacionária que assolou a nação brasileira durante 25 anos do regime militar de 64.

A Associação Nacional e Internacional de Imprensa - ANI, fiel defensora dos direitos e garantias da sociedade, zelosa e atenta aos interesses do cidadão, jamais se curvará diante de desmandos.

Em nome da defesa da cidadania e dos direitos dos cidadãos, os jornalistas seguirão unidos. Serenos e sem desequilíbrios. Mas sempre se posicionando e denunciando livremente.

Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2017