29.10.17

NOVO ATAQUE NA SOMÁLIA MATA 18 E FERE PELO MENOS 30; DOCUMENTOS SOBRE MORTE DE KENNEDY TAMBÉM REVELAM PLANOS PARA ASSASSINAR FIDEL CASTRO

REDAÇÃO -


Um carro-bomba explodiu próximo a um hotel em Mogadíscio, capital da Somália, neste sábado (28), matando pelo menos 18 pessoas e ferindo mais de 30, disse a polícia à agência Associated Press. Um tiroteio entre forças de segurança e membros de uma milícia terrorista começou pouco depois no mesmo local.

Segundo o capitão Mohamed Hussein, diz a AP, o tiroteio foi ouvido dentro do hotel Nasa-Hablod, que está a cerca de 600 metros de distânica do palácio presidencial e é frequentado por políticos e outros membros da elite de Mogadíscio.

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O grupo Al-Shabab, organização extremista ligada à Al-Qaeda, reivindicou a autoria da explosão, informa a AP. O grupo também age com dentro do hotel, de onde um tiroteio foi deflagrado e, segundo, agências de notícias, ainda está em curso. De acordo com a polícia somali, cerca de 20 civis ainda se encontram no local.

As explosões deste sábado (28) ocorrem duas semanas depois de mais de 350 pessoas terem sido mortas em um enorme bombardeio de caminhões em uma rua movimentada de Mogadíscio no pior ataque do país.

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A Somália é um dos países que mais registram ataques terroristas no mundo.

O país vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado. Isso deixou o país sem um governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e grupos armados.

A última eleição realmente democrática na Somália aconteceu em 1969. (…)
(via DCM)

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Documentos sobre morte de Kennedy também revelam planos para assassinar Fidel Castro

Em 21 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a publicação de mais de 2.800 arquivos desclassificados sobre a morte do ex-presidente do país, John F. Kennedy (JFK), que foi assassinado em 1963 após ter recebido vários tiros durante uma visita à cidade de Dallas, no Estado americano do Texas.

Através do site dos Arquivos Nacionais dos EUA, vários detalhes foram revelados, incluindo os relatórios e memorandos da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês) sobre as tentativas de assassinato do falecido líder cubano Fidel Castro, bem como de líderes diferentes no mundo.

De acordo com um relatório de 1975, "os planos da CIA — apoiados por uma série de esquemas estranhos — incluíram algum contato com elementos do crime organizado" para realizar o assassinato de Fidel. Os métodos considerados pela agência dos EUA foram "o veneno, as pílulas de botulismo e o uso de grupos cubanos no exílio", diz o documento.

De acordo com outro arquivo de 1975, a CIA tentou assassinar o homem que liderou a Revolução Cubana "em datas iniciais como 1959 ou 1960", ao mesmo tempo que os EUA começaram a orquestar os preparativos para a intervenção militar fracassada por playa Girón, na Baía dos Porcos, realizada em abril de 1961.

O mesmo relatório desclassificado revelou que Robert Kennedy, irmão do ex presidente dos EUA e que serviu como procurador-geral dos EUA, estava ciente de um enredo envolvendo a contratação de um homem armado que dispararia contra Fidel Castro.

Outro memorando do FBI, datado de 26 de fevereiro de 1964, revela os detalhes de uma reunião no Estado americano da Flórida, na qual as autoridades estadunidenses concordaram em alocar US$ 100.000 pelo assassinato de Fidel Castro, US$ 20.000 a mais do que o assassinato de seu irmão Raúl, e a mesma quantia a ser paga pela morte do guerrilheiro argentino Ernesto 'Che' Guevara. (via Sputnik)