7.10.17

OS PETROLEIROS QUE BOTARAM UM TUCANO, REICHSTUL, PARA FORA, PRECISAM EXPURGAR OUTRO, UM TAL PARENTE!

EMANUEL CANCELLA -

Além de estar entregando a Petrobrás, Pedro lalau, nos dois acordos coletivos celebrados e nesse em curso, não esta sendo diferente. Não houve qualquer aumento real ou pagamento de PLR, em contrapartida houve redução no pagamento das horas extras e Pedro Lalau ainda anuncia, para dezembro do ano corrente, redução drástica nas aposentadorias e pensões.   Exemplo, num salário de R$ 10 mil de aposentado e pensionista, a redução vai ser de 13,5% (2).


Henri Philippe Reichstul, um cidadão de dupla nacionalidade, francesa e brasileira, indicado por FHC, foi presidente da Petrobrás, de março de 1999 até dezembro de 2001. Esse tucano traz as mais tristes lembranças para os petroleiros e os brasileiros, pois  tentou privatizar a Petrobrás e ainda mudar o nome da empresa para Petrobrax. Não conseguiu, mas lamentavelmente acabou com o monopólio estatal do petróleo.

Philippe Reichstul, para subornar seus diretores e sua alta gerência, deu, de uma só vez, um reajuste salarial de 100%.

Na ocasião, ele implantou um PDV (Pedido de Demissão Voluntária) que reduziu o efetivo da empresa para 33 mil funcionários.

Os tucanos FHC, Philippe Reichstul e seus planos diabólicos esbarraram numa greve de 32 dias da categoria, contando com o amplo apoio da sociedade que organizou  a resistência em torno de uma chamada poderosa: “Somos todos petroleiros”.

Outro tucano, nessa saga entreguista, é José Serra, que, quando candidato à presidência, em 2009, foi denunciado pelo Wikleaks, ao prometer favores à petroleira estadunidense Chevron, em prejuízo da Petrobrás. Serra perdeu as eleições, mas não desistiu de entregar a Empresa,  pois acabou aprovando, no Congresso Nacional, a Lei 4567/16 que é exatamente o que prometeu à Chevron (1,3).

Agora o golpista Michel Temer coloca, na Petrobrás, um tucano, Pedro lalau Parente. Chamo de Pedro Lalau, porque ele é réu desde 2001, por conta justamente da venda ilegal de ativos da Petrobrás o que, na época, deu um rombo de R$ 5 BI. A ação esta prescrevendo, aos olhos do MPF e da Lava Jato (4).

Pedro Lalau agora  realiza um feirão na Petrobrás, entregando sem licitação, para quem quer e pelo preço que ele mesmo determina, bens como:

- Campos do pré-sal, petroquímica, plataformas de petróleo, fábricas de fertilizantes, de biocombustíveis;
-  o duto mais lucrativo e estratégico da companhia, o do Sudeste (NTS), que agora vamos ter que pagar para utilizar (5,6);
- nesse surto corrupto, Pedro Lalau tira a Petrobrás de setores altamente estratégicos e lucrativos, como o gás, petroquímico, fertilizante e de biocombustíveis (9).

Claro que Lalau não faria isso se não estivesse em conluio com a Lava Jato, designada por CPI justamente para investigar a Petrobrás.  Resultado dos desserviços prestados por essa dupla, Parente e Lava Jato: o fim da engenharia nacional; o fechamento dos estaleiros; desemprego em massa e agora os navios e plataformas estão sendo construídos no estrangeiro, gerando emprego e renda para gringos (7,8).

Mas a ficha, enfim, começa a cair, na categoria petroleira, que até então acreditava no discurso mentiroso de Pedro Lalau, que dizia que queria salvar a Petrobrás e que a culpa de tudo errado na companhia era de Lula Dilma e do PT. Sem esquecer que milhares de petroleiros que aderiram ao PDV de FHC até hoje, via seus sindicatos, tentam voltar à Petrobrás.

Não podemos esquecer que foi, nos governos de Lula e Dilma, que a Petrobrás recompôs seu efetivo de 33 mil para 85 mil funcionários;  transformou-se em uma empresa integrada de energia, “do poço ao poste”; retomou a indústria naval destruída por FHC. E, o mais importante, foi nos governos do PT, que a Petrobrás desenvolveu tecnologia inédita no mundo viabilizando a descoberta do pré-sal. Sem esquecer que, nos governos do PT, os petroleiros sempre tiveram aumento real de salário e PLR (participação nos lucros).

E somente no governo do PT os trabalhadores alcançaram o pleno emprego (10).

Pedro lalau não só  entrega a Petrobrás como usurpa os direitos do petroleiros: pelo terceiro ano consecutivo, na campanha salarial, a tônica é a retirada de direitos da categoria. Assim Pedro Lalau, que faz a maior transferência do nosso  ouro    negro para os gringos, ainda realiza também o maior ataque da história aos diretos da categoria.

Além de estar entregando a Petrobrás, Pedro lalau, nos dois acordos coletivos celebrados e nesse em curso, não esta sendo diferente. Não houve qualquer aumento real ou pagamento de PLR, em contrapartida houve redução no pagamento das horas extras e Pedro Lalau ainda anuncia, para dezembro do ano corrente, redução drástica nas aposentadorias e pensões.   Exemplo, num salário de R$ 10 mil de aposentado e pensionista, a redução vai ser de 13,5% (2).

Botar Pedro Lalau Parente para fora da Petrobrás é, mais do que nunca, uma questão de sobrevivência da Petrobrás, do Brasil, dos brasileiros e, principalmente, dos petroleiros!

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