6.10.17

PELA REGRA DA LAVA JATO, DIANTE DA DENÚNCIA DE TACLA DURAN, JUIZ SERGIO MORO TINHA QUE IR PRESO!

EMANUEL CANCELLA -

Nuzman, um inocente até que se prove o contrário, um pai e avô, com mais de 75 anos, sendo tratado como um lixo por pessoas e métodos, no mínimo, suspeitos!


Em primeiro lugar, temos que lembrar que a prioridade da Lava Jato seria investigar a Petrobrás. A Operação deu show na gestão do PT na Petrobrás, quando prendeu diretores, gerentes e confiscou bens. A prisão é retórica porque a maioria dos corruptos está pagando pena em suas casas, verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da corrupção (2).

Mas a grande decepção da Lava Jato é quanto à gestão dos tucanos na Petrobrás. FHC, zombando da sociedade, até confessou, em seu livro, Diários da Presidência, que havia corrupção em seu governo. E várias denúncias na Lava Jato apontam corrupção de FHC na Petrobrás e em muitas envolvendo seu filho (3,4). E a lava Jato, nada!

Para mostrar que tucano tem carta branca para chafurdar na Petrobrás, Michel Temer indica o tucano Pedro lalau Parente para presidir a Empresa. Chamo de Pedro Lalau, porque Parente é réu na venda de ativos, desde 2001, quando deu um rombo de R$ 5 BI a Petrobrás (5).

Alguém poderia achar que Pedro Lalau voltou a Petrobrás para limpar seu nome, mas não, pois com aval total da Lava Jato, Pedro Lalau está entregando a Petrobrás aos gringos:

- Vende campo de Carcará do pré-sal, a preço de um refrigerante o barril;
- Entrega a Petroquímica de Suape, ao valor de 5 dias de faturamento (6,7).
- Vende também plataformas de petróleo, fábricas de fertilizantes, de biocombustíveis, dutos o do sudeste etc. Vende tudo sem licitação, para quem quer e pelo preço que ele mesmo determina.

- Como se não bastasse, Pedro Lalau retira a Petrobrás de setores altamente estratégicos e lucrativos, como o de gás, petroquímica, fertilizantes e biocombustíveis (8).

A dobradinha Lava Jato e Pedro Lalau, com suas ações temerosas, acabaram com a engenharia nacional e com os estaleiros brasileiros (9,10). Navios e plataformas, como no governo de FHC, serão agora construídos no exterior, gerando emprego e renda para os gringos.

Diante desse quadro trágico na Petrobrás, a Lava Jato que teria como prioridade investigar a Empresa, vai investigar as Olimpíadas de 2016 e prende o presidente do Comitê Olímpico, Carlos Arthur Nuzman (11).

Nuzman, um dos grandes artífices das Olimpíadas de 2016 no Brasil, da noite para o dia, virou mais sujo do que pau de galinheiro e está preso. Nuzman, um inocente até que se prove o contrário, um pai e avô, com mais de 75 anos, sendo tratado como um lixo por pessoas e métodos, no mínimo, suspeitos!

O massacre que Nuzman sofre da Lava Jato é exposto na mídia, ao vivo, apesar se tratar-se apenas de suspeição, que poderá se confirmar ou não.

Esse é o padrão Lava Jato que, entre outras barbaridades, aplica a prisão arbitrária e vazamento de delação para mídia, principalmente para a Globo. Foi assim que fizeram com o reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou e dona Marisa Letícia, esposa de Lula, que acabou morrendo (12). Cancellier e dona Marisa não resistiram à exposição midiática ilegal.

Essa é a Lava Jato que prendeu positivamente o governador  do Rio, Sergio Cabral, mas não prendeu o governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, recordista em delação na Lava Jato (13).

Se a Lava Jato quer investigar o esporte como as olimpíadas de 2016, para mostrar sua isenção e independência à sociedade, gostaria que a Operação investigasse a Copa do mundo de 2002, quando a Globo sonegou o Imposto de Renda da transmissão (14).

Mas, na verdade, há muito tempo que a Lava Jato, além de investigar, tem que ser investigada. Não só pelos seus métodos arbitrários, levando muitos juristas a denominá-la de “Tribunal de Exceção”, o que é vedado por nossa Constituição Federal, mas principalmente agora por se imiscuir em grave denúncia de corrupção (15).

O advogado da Odebrechet, Tacla Duran, em entrevista a Folha de São Paulo, à jornalista Monica Bergamo, disse que foi procurado pelo advogado, Zucoloto, compadre do juiz Sergio Moro e ex-sócio de sua esposa. Nessa ocasião, Zucoloto, falando em nome da Lava Jato, pedira dinheiro a Duran para facilitar acordo de delação premiada, que, entre outras benesses, lhe daria a prisão domiciliar.  Moro respondeu atacando Duran e dizendo que tudo não passava de uma grande farsa (16,17).

O problema é que a revista Veja, com base em informação da Receita Federal, divulgou que Duran fez depósito na conta da esposa de Moro, Rosângela Moro.

O silêncio na mídia, em relação às maracutaias da Lava Jato, se explica, em parte, por seus métodos de intimação àqueles que ousam lhe criticar. Foi assim com Eduardo Guimarães, Emanuel Cancella e Roberto Ponciano que foram intimados porque ousaram criticar a Lava Jato (1).

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