7.11.17

1- FALA DO PRESIDENTE DO TST GERA REPÚDIO; 2- SEXTA-FEIRA (10) CENTRAIS SINDICAIS REALIZARÃO PROTESTO CONTRA A REFORMA TRABALHISTA

REDAÇÃO -


O movimento sindical recebeu muito mal a entrevista do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho, à Folha de S. Paulo, de ontem (6), segundo a qual “Emprego depende de corte de direitos”.

Em Nota, a Força Sindical, considerou “inoportunas” as posições de Gandra. Diz a Nota: “A nova lei trabalhista, que entrará em vigor dia 11, nada mais faz do que ferir os direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora ao longo de décadas”. E segue: “Entendemos que as declarações do ministro erram na forma e no conteúdo, já que revelam um posicionamento arcaico, demonstram falta sensibilidade social e não valorizam a importância dos representantes dos trabalhadores no equilíbrio das relações entre empregados e empregadores”.

Advogados - A Agência Sindical ouviu Lívio Enescu, presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP). Ele comenta: "O posicionamento do Ives Gandra mostra o isolamento dele dentro do TST. Não traduz o que pensa a maioria dos ministros do Tribunal. Ele está isolado. É triste ver um magistrado que preside a maior instância trabalhista vincular o trabalho ao capital. O trabalho tem de ser vinculado ao social." (Via Repórter Sindical)

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Centrais sindicais realizarão protesto contra a reforma trabalhista

Centrais sindicais esperam reunir milhares de trabalhadores na próxima sexta-feira (10), em protesto contra a Lei 13.467 (“reforma” trabalhista), a ameaça de mudanças na Previdência Social e a Portaria 1.129, do Ministério do Trabalho, que alterou o conceito de trabalho escravo e foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. Dirigentes de oito centrais e diversos sindicatos se reuniram nesta segunda-feira (6), na sede da CUT, em São Paulo, para discutir o movimento.

Na capital paulista, a concentração será às 9h30, na Praça da Sé, no centro. Os sindicalistas ainda avaliam se haverá passeata rumo à Avenida Paulista. À tarde, servidores públicos participam de ato diante do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul da cidade.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma que categorias “que tiverem força política” vão buscar salvaguardas contra a lei que altera a legislação trabalhista, como ocorreu recentemente com metalúrgicos e químicos. Mas a central defende a revogação da 13.467, e nesse sentido organiza um abaixo-assinado por um projeto de lei de iniciativa popular. Vagner informou ter recebido hoje documento com 4.574 assinaturas na base do Sindicato dos Bancários do ABC, formada por aproximadamente 7 mil trabalhadores – 65% do total. A lei entra em vigor exatamente no dia seguinte ao da manifestação.

Ele avalia que Executivo e Legislativo ainda podem tentar pôr em votação a emenda de “reforma” da Previdência. “Vontade eles têm. Esse Congresso e esse governo têm ouvidos moucos à sociedade”, afirmou, lembrando que o projeto trabalhista acabou sendo aprovado mesmo sob pressão intensa dos trabalhadores, incluindo uma greve geral em 28 de abril.

Segundo o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, as centrais deverão marcar um dia nacional de paralisação assim que o Congresso definir a data de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, da Previdência. Na próxima sexta, sindicatos farão assembleias nos locais de trabalho para então se incorporar ao ato na Praça da Sé. (via Rede Brasil Atual)