5.11.17

BLOQUEIO CRIMINOSO A CUBA SÓ TEM APOIO NA ONU DE DONALD TRUMP E DE UM PAÍS SUBSERVIENTE A WASHINGTON

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -


Mais uma vez nas Nações Unidas foi aprovada, por 191 votos contra dois, uma condenação ao criminoso bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, que está em vigor desde 1962 e já provocou prejuízos de mais de 130 bilhões de dólares. Desta vez, ao contrário do ano passado não houve abstenções. Estados Unidos de Donald Trump e Israel do capacho de Washington Benjamin Netanyahu votaram a favor da continuidade do bloqueio.

Aliás, é impressionante o grau de atrelamento israelense aos Estados Unidos, em uma demonstração concreta de servilismo, que não vem de hoje. É até histórico e já passou por várias guerras na região, sempre relacionados com os mesmos pretextos mentirosos como a vitimização de Israel.

Quanto ao bloqueio propriamente dito, trata-se de fato de uma medida genocida e que só é apoiada, mesmo internamente nos EUA, por setores extremistas que ainda imaginam serem donos do mundo. Estão associados aos extremistas cubanos que vivem em Miami, que por sinal contam em manifestações com o apoio do “lobie” sionista, da mesma forma extremado.

E porque considerar tal medida condenada pelo mundo afora como genocida? É que as perdas de todos os tipos sofridas pelo povo cubano poderiam ser revertidas à melhoria de condições de vida e evitado inclusive mortes de inocentes. O montante resultante do prejuízo do bloqueio poderia ser aplicado em investimentos que resultariam em benefícios para o povo. Mas Trump com o apoio de Israel prefere jogar em favor da morte do que da vida. É por esse ângulo que também pode ser explicado o bloqueio estadunidense, realmente uma excrescência da política internacional.

Não é à toa que Trump e Netanyahu podem ser inscritos na história contemporânea no rol de figuras como Adolf Hitler e outros do gênero por apoiarem também políticas genocidas contra um povo, neste caso o cubano que escolheu um caminho independente dos desígnios de Washington.

Por estas e outras, o mundo inteiro, com exceção dos dois países mencionados dirigidos por dirigentes extremistas, se posicionam contra o bloqueio que já perdura há 55 anos. Na verdade uma aberração aos princípios de defesa dos direitos humanos. Um argumento que sucessivos governos estadunidenses chegaram a levantar para justificar ações imperialistas.

Resta saber como agiria o governo dos Estados Unidos se Trump não conseguisse completar o mandato e for substituído por seu vice? É uma pergunta não tão difícil de ser respondida. Mesmo com o presidente anterior, Barak Obama, que levou os Estados Unidos a se abster na votação na ONU, o criminoso bloqueio seguiu adiante.

Por estas e outras, o fim do bloqueio genocida deve ser também defendido por norte-americanos que não compactuam com o crime. Ou seja, é necessário que internamente se intensifiquem as pressões de forma a se refletir na composição do Congresso que será eleito em novembro de 2018.

* Mário Augusto Jakobskind, é Professor, Jornalista, Escritor, vice-presidente da Chapa Villa-Lobos, arbitrariamente impedida de concorrer à direção da ABI (2016/2019) e Coordenador de História do IDEA, Programa de TV., transmitido pela Unitevê, Canal Universitário de Niterói, Universidade Federal Fluminense (UFF).