23.11.17

DEPUTADO PAULO RAMOS COM A PALAVRA – PARTE II

SOLANGE RODRIGUES, MÁRIO A. JAKOBSKIND e ANDRÉ MOREAU -




O noticiário sobre Marcelo Campos Pinto, diretor afastado, autorizado por procuração datada de 12/3/2013, a desembolsar quinze milhões juntamente com a Televisa e a Torneos, pela exclusividade na transmissão dos jogos, foi colocado em epochè¹, por parte das Organizações dos Marinho, bem como pelas co-irmãs BAND e SBT, substituído por choques de informações que tratam parcialmente da onda de violências no Estado do Rio, colocando a prisão dos deputados do PMDB Jorge Picciani, juntamente com Edson Albertassi, Paulo Melo e agora dos ex-Governadores Garotinho e Rosinha Matheus, como uma catarse popular.

Os "informantes não oficiais" que atuam nas citadas concessionárias de massas, promovem as operações de justiçamento deflagradas a partir da Operação lava jato, tratando as conquistas sociais, pré-golpe de 2016, como se fossem distorções do Poder Executivo que só o Judiciário poderá corrigir.

Agora atacam o Presidente ilegítimo Michel Temer, diariamente, para aumentar o lucro com anúncios públicos, sem deixar de repetir a mentira de que a inflação está diminuindo, o que é óbvio diante da miséria do trabalhador.

A onda de desinformação, visando garantir a conspiração que avança no País, desvia a atenção do público incauto, enquanto "a ditadura do Judiciário", se ramifica com base em interpretações “legais”, mas que em muitos casos transgridem o trâmite dos processos legais, atingindo o Poder Legislativo.

Nesta segunda parte da entrevista sobre Constituição e CPI da Petrobrás, concedida em Niterói quando a Cidade contemplava 444 anos, em meio a indignação dos servidores públicos o Constituinte e Deputado Estadual Paulo Ramos, fala sobre a prisão dos três deputados e o voto da maioria dos membros da ALERJ, destacando em sua exposição sobre a decisão dos Desembargadores do TRF 2 e a decisão da ALERJ, que não podemos admitir "a ditadura do Judiciário".

Cumprindo a decisão do TRF 2, levando em conta que “a investigação ainda está em curso”, o processo foi remetido para a ALERJ, para que o Poder Legislativo decidisse se os três deputados deveriam ficar presos ou não. O Poder Legislativo decidiu pela soltura dos presos, disse Paulo Ramos, antes de falar do desdobramento da ação: "(...) a ALERJ oficiou para o sistema carcerário, para libertar (os deputados). Vem aí a outra interpretação: não, eles não poderiam ter comunicado diretamente. Eles tinham que comunicar a nós (judiciário), para que nós... Vamos admitir que eles tenham razão. Admitir a priori, o que é discutível. Esse não foi o primeiro caso, também não foi o segundo. Eu não entendo, é porque os presos devem ser alcançados, por um erro da ALERJ! Nem poderiam. Porque não foram eles que decidiram pela soltura deles. E nem foram eles que interferiram para que a comunicação fosse feita lá. A grande questão é que agora, no desdobramento, é que a coisa fica mais explicitada. Basta olhar o que os Desembargadores Federais falaram durante e depois da decisão. Eles decidiram anular o alvará de soltura da ALERJ, para que eles, assumam a responsabilidade de editar e de emitir o alvará de soltura. Só que além disso, eles prenderam de novo. Afastaram do mandato e dizem que não vão encaminhar à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, porque um Desembargador do Rio de Janeiro, concedeu uma liminar suspendendo liminarmente os efeitos da sessão da ALERJ".

Diante do que está acontecendo no Estado do Rio, como fica o cidadão?

Esse mesmo cidadão que vem desde 2015 tendo que engolir goela abaixo ilegalidades impostas de cima para baixo na nossa pirâmide social deverá continuar engolindo mandos e desmandos da casa grande representada pelos oligarcas dos meios de comunicação ou negará a si mesma o papel de bode expiatório e se levantará para dizer não, "não abdicamos do nosso direito de pensar". Se nos querem tornar escravos e nos fazer retornar às senzalas, invocaremos a ira do Senhor diante dos agiotas as portas do Templo.

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1. epochè, do grego: colocar decisão ou assunto em compasso de espera enquanto se decide questões mais importantes.

* Via e-mail/Mário Augusto Jakobskind, é Professor, Jornalista, Escritor, vice-presidente na Chapa Villa-Lobos, arbitrariamente impedida de concorrer à direção da ABI (2016/2019) e Coordenador de História do IDEA, Programa de TV., transmitido pela Unitevê, Canal Universitário de Niterói, Universidade Federal Fluminense (UFF). ** Solange Rodrigues, é Professora, Jornalista, Escritora e Coordenadora de Filosofia do IDEA. *** André Moreau, é Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos D Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA) e Diretor do IDEA.