17.11.17

FASCISMO (2)

MIRANDA SÁ -

“Em uma democracia, ninguém sabe o que será o próximo governo. Sob o fascismo não existe nenhum próximo governo. ” (Michael Kalecki)


Este é o “FASCISMO(2)”. Ao escrever o primeiro “Fascismo”, preocupei-me em mostrar a evolução histórica do regime italiano, sua adoção pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães e também pelos totalitaristas romenos, húngaros, espanhóis e portugueses.

Agora que a palavra “fascismo” virou figurinha fácil entre os globalistas e seus aderentes, os narcopopulistas bolivarianos, chegou a necessidade de voltar ao assunto, com um título igual ao que foi usado em 2015.

A versão fascista dos nossos dias é o aparecimento global dos “antifas”, grupo criado por intelectuais ligados a Barack Obama nos EUA e, segundo informações, financiado por George Soros. Chegou e se expandiu na Europa, e é caricaturado na América Latina pelos pelegos sindicais e professores obreiristas.

“Antifas” é um termo recém-nascido, formado pelo prefixo grego “anti” (ação contrária) e a derivação precedente de fascismo, “fas”. Tornou-se a sigla do movimento que nos faz lembrar uma profecia de Winston Churchill: “Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”.

Um dos eminentes contribuintes ideológicos do “antifas” nos EUA, é o historiador americano, da Universidade Yale, Timothy Snydere. Se ele não recomendasse a leitura do livro “Harry Porter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling, poderia até ser levado a sério por algumas tiradas inteligentes no seu livro “Sobre a Tirania”.

Uma delas é o reconhecimento de que atualmente uma grande massa social tem acesso imediata aos fatos via Internet e interage com a mesma velocidade. Isto, nós, navegadores da web já sabíamos e comprovamos a força das redes sociais sobre o poder.

Noutra abordagem, Timothy, embora defensor do globalismo, reconhece (um tanto timidamente) que já não há um Estado-Nação livre da globalização, e que isto repete historicamente os anos 30 com tentativas de ressurgimento do totalitarismo.

É verdade. Acompanhamos crescimento de ideias favoráveis a um Estado forte e tendências por um governo centralizador da política e da economia. O engraçado é que entre nós o fermento deste bolo é o populismo caricato do PT e seus puxadinhos.

Tenho me empenhado na luta para deixar aos pósteros uma sociedade democrática, com liberdade e justiça; por isso, registro a minha convicção de que o globalismo se George Soros & Cia impede uma democracia autêntica.

Como se trata de uma política internacional, o globalismo acentua a desigualdade social e como consequência disto, o populismo cresce e o racismo aparece…

No Knesset, parlamento israelense, transita um projeto de lei impedindo que ONGs recebam verbas da Fundação Sociedade Aberta de Soros. Como Israel, há muitos países que reconhecem como indesejável a atividade de Soros; e é por aí que mora o perigo da nossa geração assistir a Liberdade internada na UTI em estado terminal…

Já são percebidos os sintomas de degenerescência da Democracia no Brasil. Uma grande parcela de brasileiros já constata que não a nada mais antidemocrático do que um Executivo fragilizado, um Legislativo corrupto e um Judiciário que não faz Justiça…

O STF perde a credibilidade, Temer não consegue aprovar as reformas necessárias ao País; e o Congresso está pervertido.

Assim, a esperança no futuro cede lugar ao desânimo e ao enfraquecimento da luta para vencer o crime político organizado. Isto é muito triste. Lutemos para que os fascismos do século passado sejam enterrados em cova bastante funda para que não voltem como mortos-vivos.