21.11.17

MISÉRIA SE APROFUNDA NO RIO ENQUANTO O VALE TUDO DO JUSTIÇAMENTO DIVIDE A ESQUERDA

Por ANDRÉ MOREAU -


A narrativa de ódio acirrada em 2013 pelos editores do Jornal Nacional (JN) das Organizações Globo volta a ocupar espaço nas emissoras co-irmãs e diários conservadores, moendo as mentes dos incautos. Agora com o Caso PMDB/ALERJ que apesar de ser de conhecimento dos espertos desde a década de 90, só agora veio à tona, um ano antes das eleições de 2018, justamente quando o feitiço começa a se voltar contra o feiticeiro, através de revelações que envolvem os Marinho, no Caso Padrão FIFA.

A denúncia feita pelo ex-presidente da empresa Torneos Y Competencias, Alejandro Burzaco, cita o diretor Marcelo Campos Pinto, autorizado pelos Marinho por procuração datada de 12/3/2013, a desembolsar quinze milhões juntamente com a Televisa e a Torneos, pela exclusividade na transmissão dos jogos, foi colocada em epoché.

Aceitar que o judiciário e os diretores das Organizações Globo continuem passando por cima da Constituição, sem lutar por suas garantias legais, é o mesmo que deixar pessoas à margem da Lei que não foram eleitas pelo povo, decidirem os rumos do Estado.

O Caso PMDB/ALERJ cumpre duas funções: de abafar o Caso Padrão FIFA e desviar o foco do desmonte da Petrobrás, da Eletrobrás, da CEDAE, dentre outras empresas públicas.

Assim como o judiciário, as Organizações Globo parecem pouco se importar com o trâmite do devido processo legal. No Caso PMDB/ALERJ, de acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, deve assegurar conforme preveem os artigos 27 do Capítulo III e 53 do Capítulo IV, Sessão V – dos Deputados e dos Senadores que diz: Os deputados e Senadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos. E conclui no parágrafo 1º desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem previa licença de sua casa.

As leis votadas e aprovadas devem ser respeitadas em quaisquer instâncias de poder democrático. Caso contrário, é melhor admitir o chavão imposto pela citada empresa que apoiou a ditadura iniciada com o golpe empresarial militar de 1º de abril de 64 e o impeachment, sem mérito: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Quem sempre sai perdendo nesse vale tudo do autoritarismo que parece uma repetição dos anos de chumbo nos quais foram aprovadas uma série de leis draconianas, contra os trabalhadores, é o mais fraco, o pobre.

*Via e-mail/André Moreau, é Coordenador-Geral da Pastoral IDEA, jornalista e cineasta, Coordenador da Chapa Villa-Lobos, arbitrariamente impedida de concorrer à direção da ABI (2016/2019) e diretor do IDEA, Programa de TV., Canal Universitário de Niterói – Unitevê, Universidade Federal Fluminense (UFF).