20.12.17

1- TRE DO PARÁ CASSA MANDATO DO DEPUTADO FEDERAL WLADIMIR COSTA; 2- SE REFORMA DA PREVIDÊNCIA NÃO FOR VOTADA EM FEVEREIRO, GOVERNO DEVE TIRAR O TEMA DA PAUTA, DEFENDE EQUIPE ECONÔMICA

REDAÇÃO -



O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) foi condenado nesta terça-feira (19), por unanimidade, no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) por abuso de poder econômico e gastos ilícitos na campanha eleitoral de 2014. Costa poderá recorrer junto ao Tribunal Superior Eleitoral. O G1 tenta contato com a assessoria do partido Solidariedade e com o deputado.

A sessão que julgou as acusações teve como relator o desembargador Roberto Gonçalves de Moura e teve unanimidade entre os juízes presentes. Segundo o TRE-PA, a decisão determina a cassação do mandato de Wladimir, além de torná-lo inelegível por oito anos.

Em 2016, o deputado federal Wladimir Costa já havia sido condenado a perda de mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). Na ocasião, a Corte julgou a arrecadação e gastos ilícitos na campanha eleitoral do deputado. Wladimir Costa declarou que gastou R$ 642.457,48 durante sua campanha à Câmara Federal, mas segundo o MPE, o candidato deixou de declarar R$ 149.950 em despesas de material gráfico, além de mais de R$ 100 mil em despesas efetuadas entre julho e setembro do ano eleitoral de 2014, que não constam na prestação de contas. O deputado recorreu da decisão.


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Se reforma da Previdência não for votada em fevereiro, governo deve tirar o tema da pauta, defende equipe econômica

A votação da reforma da Previdência não pode ficar indefinidamente na pauta, sem votar. A aprovação desta emenda constitucional é fundamental para que o governo Michel Temer possa definir outras estratégias para tentar o reequilíbrio das contas públicas ao longo do próximo ano.

Essa é a avaliação feita por integrantes da equipe econômica em conversas reservadas, nas quais afirmam que ou se vota a proposta em fevereiro ou então a votação fica para o sucessor de Temer.

Na visão desses técnicos da área econômica, a indefinição é o pior caminho, porque pode gerar um imobilismo dentro do governo sobre outras medidas fiscais que podem ser adotadas para, pelo menos, atenuar o rombo das contas públicas até que uma reforma da Previdência seja de fato aprovada no país.

Alguns desses técnicos chegam a defender que o governo coloque em votação o tema em fevereiro de qualquer jeito, para ganhar ou perder, e, assim, virar a página.

A equipe econômica, que defendia a votação ainda neste ano, classifica o adiamento para 2018 como algo negativo, mas ainda aposta que janeiro pode ser usado para convencer os deputados da base aliada ainda indecisos a votar a favor das mudanças nas regras de aposentadoria no país.

Reservadamente, a área econômica está mais para pessimista do que otimista sobre as chances de votação, mas ainda vai trabalhar por sua aprovação.

Nas contas do governo, o déficit do sistema previdenciário público e privado vai ficar perto de R$ 270 bilhões em 2017, devendo superar R$ 300 bilhões no próximo ano. É uma conta que, segundo técnicos, não fecha no curto prazo e vai tirar recursos de outras áreas em breve.

Segundo um assessor da equipe econômica, a reforma da Previdência será aprovada agora de forma negociada ou no futuro como algo urgente, da qual o Congresso não terá mais condições de fugir porque irá faltar dinheiro para projetos sociais. (via G1)