21.12.17

OS VIRA-LATAS QUE BATIAM PALMAS PARA ENTREGAR O OURO LÍQUIDO AO PARIBAS HOJE CORREM ATRÁS DO PRÓPRIO RABO [VÍDEO]

Por ANDRÉ MOREAU -


As brutais ações liberais que vem avançando sob o manto da narrativa "anti-corrupção" promovidas a partir de peças audiovisuais das Organizações Globo, caíram em descrédito nesse final de 2017 graças ao trabalho de estudantes; do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (Sintsama-RJ); jornalistas independentes; professores; agentes públicos do judiciário que junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, influenciaram na decisão de suspender a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE), com destaque merecido às boas lutas do Deputado Paulo Ramos.

Deputado Paulo Ramos: A CEDAE não será privatizada, a luta contínua


O Governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse que a liminar que proibiu a privatização da CEDAE impediria o estado de pagar os salários de outubro dos servidores estaduais, bem como o 13º salário de 2016, no entanto a privatização da CEDAE foi uma exigência do ilegítimo Henrique Meirelles, para aprovar o plano de "ajuda financeira ao estado do Rio". As ações da CEDAE seriam contrapartida, para o empréstimo de R$ 2,9 bilhões que o estado contratou em 15/12 com o banco francês BNP Paribas, sem licitação, valor que sairia de juros "módicos" de 145,76% o que aumentaria a dívida do Estado do Rio.

Cumpre destacar que dentre essas ações de moralismo rasteiro promovidas por editores das Organizações Globo, os mais esforçados nas peripécias de apoio do aprofundamento do desmonte do que é nacional, juntamente com alguns "jornalistas", também denominados pela Central de Inteligência Americana como "informantes não oficiais" que vêm ajudando a rasgar a Constituição, se assemelham aos fanáticos das seitas com fachada de Igreja, ao aplaudirem o dono da corda na qual serão enforcados.

A narrativa de conspiração tramada desde 2013 que vem insuflando incautos contra os governos Lula e Dilma Rousseff e gerando grupos como os que integram o Movimento Brasil Livre (MBL), entre estudantes que se autodenominam "Students for Liberty" (Estudantes para a liberdade) e vestem camisetas com estampas que dizem "Seja descolado, não seja comunista" ou "O comunismo mata desde 1917", objetiva atender ao plano liberal implantado nas universidades brasileiras desde 2010, de escoamento do capital da nação para o exterior.

Os mesmos que envenenados por "informantes não oficiais" se sentiam coadjuvantes dos "super heróis" que ajudariam a força tarefa da lava jato a libertar a nação dos "comedores de criancinhas", que pregavam pela derrubada da Presidenta Dilma Rousseff, investindo contra os serviços públicos que beneficiavam setores pobres da população e passaram em 20 de junho a investir contra construções ligadas ao PT.

O ódio destilado pela onda "anti-corrupção/austeridade" reflete a par e passo as pretensões da narrativa orquestrada por membros da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), insuflada a partir dos audiovisuais das Organizações Globo, o plano de limitar a democracia com o semi parlamentarismo ou fraudando as eleições de 2018 que vem sendo reproduzidas até hoje por setores da BAND, SBT, RECORD, além dos diários e revistas conservadores de circulação nacional, visando impor limites patriarcais, com o objetivo de limitar a participação popular.

Para esses setores da classe média, os mais obedientes da oligarquia local, os piores crimes cometidos nos governos Lula e Dilma Rousseff, foram os seguintes: criar condições para que os pobres pudessem estudar em universidades; viajar de avião e; serem contratados como empregados (as) domésticos (as), obrigando por lei que os empregadores pagassem salário mínimo e respeitassem a jornada legal de trabalho.

As críticas das citadas editorias deflagradas em defesa da condução coercitiva (19), proibida de acordo com decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, são contradições que revelam o "modus operandis" antidemocrático da família Marinho que, não por acaso, construiu sua riqueza apoiando a ditadura de 64, usando concessões públicas para promover o medo ao estilo: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo".

É por isso que os mais afoitos "informantes não oficiais" do JN se apressaram em sair na defesa da medida arbitrária, forjada há 76 anos, ressaltando que sem condução coercitiva o combate à corrupção não será o mesmo, mas omitindo conseqüências irreparáveis à imagem pública de cidadãos como, por exemplo, o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo e os gestores (as), ex-gestores (as) e docentes da Universidade Federal de Minas Gerais, atingidos por uma operação que apura supostos desvios na construção do "Memorial da Anistia".

Especialistas medianos que disputam holofotes diante das câmeras, trataram do óbvio: "é uma medida que substitui as prisões temporárias". Mas a que preço?

O acentuado ódio dessa narrativa torna evidente o fracasso do "espetáculo anti-corrupção/austeridade" que vem se desdobrando, para justificar o desmonte induzido dos estados.

A tentativa de privatizar a CEDAE – empresa responsável por um serviço que é direito humano do povo fluminense, foi proibida, mas como bem lembrou o Deputado Paulo Ramos: "(...) A água não pode ser submetida ao lucro. A CEDAE tem que continuar sendo uma empresa pública. A cada Ato de resistência, a cada vitória, nós precisamos comemorar, mas sabendo que a luta continua (...)". 

A decisão do judiciário que transigiu ao Poder Legislativo na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) que decidiu pela soltura dos três deputados do PMDB, tem que ser revista pelo Conselho de Ética da ALERJ, já que lembram tentativas anteriores de rasgar a Constituição.

E para desgraça dos Marinho ao encerrar o ano, o Ministro Gilmar Mendes concedeu Habeas Corpus ao ex-governador Garotinho.

Isto basta?

Quando será retira a tornozeleira da ex-Prefeita de Campos Rosinha Matheus?

Afinal, a Justiça não deveria admitir dois pesas e duas medidas.

* Via Blog Jornal da ABI/André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê - Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos - ABI - Associação Brasileira de imprensa, arbitrariamente impedida de concorrer à direção nas eleições de 2016/2019.