12.1.18

1- BOLSONARO SOBRE O AUXÍLIO MORADIA QUE RECEBIA, MESMO TENDO IMÓVEL PRÓPRIO: “EU USAVA PRA COMER GENTE”; 2- PEZÃO SANCIONA ORÇAMENTO PARA 2018 COM PREVISÃO DE DÉFICIT DE R$ 10 BI

REDAÇÃO -


Bolsonaro deu entrevista à Folha nesta quinta sobre o recebimento de auxílio-moradia da Câmara, mesmo tendo imóvel próprio em Brasília.

Ele disse que pretende vendê-lo e pedir apartamento funcional, afirma o jornal. Questionado se usou o dinheiro do benefício para comprar seu apartamento, respondeu à repórter: “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava pra comer gente, tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?”

Ela ainda retrucou: “Eu estou satisfeita pelo senhor dar uma resposta”.

E o Bolso: “Porque essa é a resposta que você merece. É a resposta que você merece (…) O dinheiro que entra do auxílio-moradia eu dormia em hotel, eu dormia em casa de colega militar em Brasília, o dinheiro foi gasto em alguma coisa ou você quer que eu preste continha: olha, recebi R$ 3 mil, gastei R$ 2 mil em hotel, vou devolver mil, tem cabimento isso?”

Sei lá, mas o menino não tá legal. (via DCM)

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Pezão sanciona orçamento para 2018 com previsão de déficit de R$ 10 BI

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, sancionou nesta quinta-feira (11) o orçamento do estado para 2018. A lei 7.844/18, aprovada pela Assembleia Legislativa (Alerj) no dia 14 de dezembro passado, foi publicada no Diário Oficial. Pezão vetou sete artigos que foram incluídos no texto por meio de emendas parlamentares.

A previsão é que o estado do  Rio de Janeiro terá, neste ano, um déficit de R$ 10 bilhões, diferença entre a receita líquida projetada de R$ 63,1 bilhões e despesas de R$ 73,1 bilhões.

De acordo com a Alerj, o maior gasto do governo em 2018 deverá ser com salários e com o pagamento de aposentados e pensionistas, envolvendo recursos, respectivamente, da ordem de R$ 23,6 bilhões e R$ 17 bilhões. A área da segurança receberá o maior volume de recursos (R$ 11,5 bilhões) em 2018, seguida da educação (R$ 7,7 bilhões) e saúde (R$ 6,6 bilhões).

Também foi aprovada e sancionada hoje a revisão do Plano Plurianual (PPA) 2016-2019, que estabelece as metas para o período. O plano é atualizado todos os anos.

Para o presidente da Comissão de Orçamento da Alerj, deputado Gustavo Tutuca (PMDB), o governo fluminense mostrou cautela em relação às previsões de arrecadações e pode, inclusive, não ter déficit este ano. Tutuca acredita que a arrecadação pode ser maior que a projetada.

“O governo foi cauteloso e não colocou, por exemplo, todas as receitas que devem entrar no caixa do estado com o Regime de Recuperação Fiscal. Poderemos inclusive não ter déficit”, avaliou. (via Agência Brasil)