17.1.18

1- MPF PEDE PENA DE 387 ANOS A EDUARDO CUNHA POR DESVIOS NA CAIXA; 2- PROMOTOR E SERVIDORA DO MP SÃO ENCONTRADOS MORTOS EM APARTAMENTO NO RIO

REDAÇÃO -


O Ministério Público Federal em Brasília pediu a condenação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) a 387 anos de prisão por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O requerimento consta das alegações finais apresentadas na ação penal que apura o envolvimento do ex-deputado em esquema de cobrança de propina e desvio de recursos da Caixa Econômica Federal.

A sentença sobre o caso deve sair até o mês que vem.

A punição alta sugerida para Cunha se deve ao fato de o Ministério Público ter usado o critério de concurso material, ou seja, a soma das penas privativas de liberdade referentes a cada crime. Só pela corrupção ativa, a proposta é de 192 anos.

A Procuradoria da República no Distrito Federal, autora da ação, requer também penas altas para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), acusado de atuar em conluio com Cunha e de receber propinas no esquema: 78 anos de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Apesar das punições altas sugeridas, no Brasil a lei prevê que o tempo máximo de prisão é de 30 anos.

O Ministério Público requer o pagamento de multas de R$ 13,7 milhões por Cunha e de R$ 3,2 milhões por Alves, o que corresponde, em cada caso, a duas vezes as propinas a eles atribuídas. (via Valor)

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Promotor e servidora do MP são encontrados mortos em apartamento no Rio

Reportagem de Vitor Abdala da Agência Brasil.

O promotor de Justiça Marcus Vinícius da Costa Moraes Leite e a servidora do Ministério Público do Rio de Janeiro Luciana Alves de Melo foram encontrados mortos hoje (16) em um apartamento na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade do Rio. De acordo com o Ministério Público, havia marca de tiro nos corpos.

Segundo o MP, uma arma de fogo foi encontrada no apartamento e não havia indícios de invasão ou assalto.

A Polícia Civil acredita que o incidente tenha ocorrido na madrugada de ontem (15), mas ainda não sabe determinar as circunstâncias das mortes.